Orientações detalhadas alertam sobre restrições e riscos do uso de drones em áreas com atividades de aeronaves tripuladas no Paraná

Comando de Aviação da PMPR reforça regras para uso seguro de drones em áreas com operações policiais e resgates aeromédicos.
Importância do uso responsável de drones em operações policiais e de resgate
O uso de drones em operações policiais e resgates aeromédicos tem sido objeto de intensas orientações pelo Comando de Aviação da PMPR. A preocupação é com a segurança das equipes em solo e dos pilotos das aeronaves tripuladas, especialmente em áreas onde há atuação simultânea. O uso de drones em operações no Paraná deve respeitar a legislação vigente para evitar riscos e atrasos em atendimentos essenciais, como os realizados no litoral do estado. Maurício Rocha Kotovicz, sargento da PMPR, é uma das autoridades que reforça a necessidade do conhecimento e cumprimento das regras.
Regulamentações federais que controlam o uso dos drones no Brasil
O uso de drones no Brasil é regulado por três órgãos federais principais: Anatel, ANAC e DECEA. A Anatel controla o radiocontrole dos equipamentos; a ANAC regula o cadastro das aeronaves e dos pilotos conforme o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil Especial (RBAC-E 94); e o DECEA é responsável pela autorização e gerenciamento do espaço aéreo. Essas normas impõem limites específicos de altura, distância e áreas proibidas para o voo, especialmente próximo a aeródromos e locais de operações oficiais.
Restrições específicas para áreas de emergências e operações policiais
Nas ocorrências policiais e em atendimentos de emergência, as áreas envolvidas são classificadas como zonas de segurança, onde o uso de drones é proibido ou severamente restringido. Durante as operações com aeronaves tripuladas, o drone pode representar um risco direto à segurança, podendo comprometer resgates e ações policiais. Um exemplo recente no litoral paranaense demonstrou como um drone interfere na decolagem de helicóptero durante um atendimento a uma vítima, atrasando o encaminhamento ao hospital.
Procedimentos e responsabilidades para operadores de drones
Antes de operar drones, especialmente para atividades não recreativas, os pilotos devem realizar o cadastro obrigatório das aeronaves com mais de 250 gramas e obter autorização prévia para voos no sistema do DECEA. O operador deve respeitar os limites de altura máxima de 120 metros e manter distância mínima de 30 metros de pessoas. Desconhecimento das normas não isenta o operador de responsabilidade, que pode ser sujeito a sanções administrativas e criminais, conforme o Código Brasileiro de Aeronáutica e o Código Penal.
Como a PMPR atua diante de irregularidades no uso de drones
Ao identificar drones operando de forma irregular, a Polícia Militar do Paraná é acionada para realizar a abordagem do operador, verificação do cadastro e autorização, além do cumprimento dos requisitos legais. A PM busca garantir a segurança das operações aéreas e pode encaminhar o caso para responsabilização legal caso haja riscos à vida ou à navegação aérea. A atuação preventiva e educativa do Comando de Aviação visa minimizar incidentes e promover o uso consciente dos drones.
Impactos práticos e desafios no cenário atual do Paraná
O registro de situações em que drones atrapalharam operações importantes revela a necessidade de maior conscientização e fiscalização. As equipes aéreas do Comando de Aviação enfrentam diariamente desafios para garantir a segurança diante da crescente popularização desses equipamentos. O caso no litoral demonstra que intervenções imprudentes colocam em risco não apenas as vítimas e equipes, mas todo o sistema de resposta emergencial. O reforço nas orientações e o cumprimento rigoroso da legislação são essenciais para o equilíbrio entre inovação tecnológica e segurança pública.
Fonte: www.parana.pr.gov.br










