A decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu os chamados penduricalhos abriu um foco de tensão incomum no Judiciário. Nos bastidores, magistrados reagiram com irritação ao corte de verbas que permitiam remunerações acima do teto e passaram a discutir formas de mobilização.

Em grupos internos, surgiram relatos de operação tartaruga, paralisações e até menções — ainda incipientes — à hipótese de greve. O incômodo vai além do impacto financeiro e alcança o simbolismo de uma medida vista por parte da categoria como mudança abrupta de entendimento.
O episódio coloca em rota de colisão a defesa corporativa por autonomia remuneratória e a crescente pressão pública contra supersalários. Greve formal permanece improvável, mas o simples debate já expõe o tamanho do desconforto.
Quando magistrados discutem paralisação, o tema deixa de ser administrativo e passa a ser político — um sinal de que a decisão dificilmente será absorvida sem resistência.





