PCPR prende suspeito de crime contra menina de 9 anos em Quatro Barras

Investigação reaberta quase 20 anos depois leva à prisão preventiva de homem acusado de homicídio qualificado e estupro de vulnerável

PCPR prende suspeito de crime contra menina de 9 anos em Quatro Barras
Delegacia da Polícia Civil do Paraná, responsável pela investigação

PCPR prende suspeito após reabrir caso de menina de 9 anos morta em 2006 em Quatro Barras; investigação revela novos detalhes cruciais.

A PCPR prende suspeito pela morte da menina Giovanna dos Reis Costa, de 9 anos, ocorrida em 10 de abril de 2006 em Quatro Barras, Região Metropolitana de Curitiba. A reabertura do caso revelou provas técnicas e relatos inéditos que levaram à prisão preventiva do homem de 55 anos, apontado como autor do homicídio qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável.

Novas evidências técnicas e relatos inéditos indicam autoria do crime

A investigação reaberta em 2025 trouxe à luz depoimentos de mulheres na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que detalham a atração da vítima para uma residência, o ataque sexual, a asfixia para evitar identificação e a posterior ocultação do corpo. Tais relatos, aliados à perícia, demonstram um conjunto robusto de provas contra o suspeito.

Fios elétricos idênticos aos usados para amarrar o corpo da vítima foram encontrados na casa do investigado. Além disso, uma sacola de mercado ligada à residência do homem foi identificada como local onde as roupas da menina foram descartadas. Esses elementos reforçam a ligação direta do suspeito com o crime brutal.

Histórico criminal do suspeito evidencia padrão de violência sexual

O homem preso possui antecedentes por importunação sexual e processos relacionados a estupro de vulnerável, evidenciando um padrão reiterado de conduta criminosa. Em um incidente anterior, ele chegou a instalar câmeras em banheiros de uma lanchonete onde trabalhava, fato que motivou denúncias recentes na DHPP.

Impacto da reabertura do caso e a atuação da PCPR na elucidação

A delegada Camila Cecconello, responsável pela investigação, destacou a importância do comprometimento institucional para resolver casos antigos. A prisão preventiva, segundo ela, é fundamental para garantir a ordem pública e evitar a reiteração criminal. A PCPR reforça o empenho em solucionar crimes graves, mesmo após longo período, assegurando que os responsáveis enfrentem a justiça.

Procedimentos futuros e andamento da investigação

Com a prisão do suspeito, a polícia segue com a instrução criminal, prevendo o encerramento do inquérito nos próximos dez dias. O homem permanece no sistema prisional à disposição da Justiça, enquanto a PCPR continua empenhada na proteção de vítimas de violência sexual e na elucidação de casos antigos que impactam a segurança da comunidade.

Este caso reforça a importância da persistência investigativa e da cooperação entre órgãos judiciais e policiais para garantir justiça e prevenir a impunidade, sobretudo em crimes que chocam a sociedade pela gravidade e pelo tempo transcorrido desde sua ocorrência.

Fonte: www.parana.pr.gov.br