O Estádio Evandro Almeida, carinhosamente conhecido como Baenão, completa 108 anos em meio a reformas e a saudade da torcida. Inaugurado em 15 de agosto de 1917, o palco azulino já testemunhou momentos gloriosos, desde atuações de ídolos como Mesquita, Dico e Alcino, até a presença ilustre de Pelé, o Rei do Futebol.
Localizado na esquina da Avenida Almirante Barroso com a Travessa Antônio Baena, o estádio recebeu o nome em homenagem a Evandro Almeida, dirigente falecido em 1965. O Baenão já pulsou com a energia de mais de 30 mil torcedores, um cenário distante da realidade atual. No entanto, a paixão da torcida e o trabalho de recuperação reacendem a esperança.
Ao longo dos anos, diversos projetos de reforma foram idealizados, nem todos com o sucesso esperado. Em 2013, a demolição de parte das arquibancadas para a construção de novas cadeiras e camarotes, durante a gestão de Zeca Pirão, frustrou a torcida devido ao abandono do projeto e o retorno do time ao Mangueirão.
A reviravolta começou em 2017, com a iniciativa do grupo de torcedores “Retorno do Rei”, que se uniram para revitalizar o estádio. Através de eventos, rifas e doações, eles demonstraram o amor incondicional pelo Baenão. “Cansados de ver o descaso com o estádio, arregaçaram as mangas”, relata um membro do grupo, simbolizando o espírito de união.
Em 2019, com o apoio da presidência de Fábio Bentes, o Baenão foi reaberto para a alegria da torcida azulina, em um emocionante empate contra o Luverdense-MT pela Série C. O estádio recebeu melhorias, como a instalação de iluminação em LED, e voltou a ser o palco de grandes jogos.
O último jogo com a presença da torcida no Baenão foi em junho de 2024, com a vitória sobre o Ferroviário-CE. Atualmente, o estádio funciona como Centro de Treinamento do Remo, abrigando instalações modernas e passando por reformas para ampliar a estrutura oferecida aos atletas e funcionários. O Baenão segue vivo, pulsando paixão e história, aguardando o dia de reencontrar sua torcida.
Fonte: http://www.oliberal.com





