Agência reguladora revisa pedidos de novos medicamentos à base de semaglutida para ampliar opções no mercado brasileiro

Anvisa deve se manifestar sobre registro de novos medicamentos rivais do Ozempic usados para emagrecimento nas próximas semanas.
Anvisa deve decidir sobre registro de concorrentes do Ozempic em semanas
A Anvisa está em fase final de revisão interna para se manifestar sobre o registro de dois medicamentos rivais do Ozempic, com previsão para as próximas semanas. O órgão regulador avalia pedidos que podem ampliar a oferta de canetas emagrecedoras à base de semaglutida no Brasil, medicamento que tem tido alta demanda. Entre os atores centrais está a EMS, laboratório nacional que já comercializa canetas similares, e a Eurofarma, por meio da Ávita Care.
Histórico e contexto da competição no mercado de semaglutida
O princípio ativo semaglutida, presente no Ozempic e Wegovy, perderá a patente em 20 de março, abrindo espaço para concorrentes. Atualmente, não há produtos registrados na Anvisa como genéricos, mas já existem 14 pedidos relacionados à semaglutida e sete à liraglutida, que também é usada em emagrecedores. A EMS destaca sua fábrica de peptídeos sintéticos e os investimentos recebidos, enquanto a Eurofarma atua com medicamentos de semaglutida por meio de parceria com a Novo Nordisk.
Implicações da chegada de concorrentes para o mercado e consumidores
A expectativa é que a entrada dos concorrentes reduza os preços das canetas emagrecedoras, aumentando o acesso. Entretanto, há preocupação de especialistas quanto ao uso indiscriminado para fins estéticos e à popularização de versões manipuladas. A pressão vem também do meio político, que aprovou requerimento para quebrar a patente da tirzepatida, outro medicamento agonista de GLP-1, ainda patenteado até 2036.
Prioridade da Anvisa e críticas sobre avaliação acelerada de emagrecedores
Em 2025, a Anvisa acelerou a análise de pedidos para remédios emagrecedores após solicitação do Ministério da Saúde, em uma ação que causou críticas de entidades por riscos jurídicos e possíveis atrasos em outras avaliações. Técnicos da agência alertaram para o impacto desse foco na análise de medicamentos para doenças graves, como câncer e Parkinson. A Anvisa informou que limitou o número de processos acelerados para evitar prejuízos.
Perspectivas de incorporação dos tratamentos no SUS e produção nacional
Há planos governamentais para levar esses tratamentos à rede pública, apesar do custo elevado que dificultou a incorporação inicial. Uma das estratégias é a parceria entre a EMS e a Fiocruz para transferência tecnológica da produção das canetas, visando ampliar a oferta nacional. O uso dos agonistas de GLP-1, que atuam no controle da glicose e na saciedade, pode representar avanço no combate à obesidade, mas demanda atenção à segurança e regulação rigorosa.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Alexandre Padilha










