Justiça suspende punição definida pela ALEP contra deputado Renato Freitas

Decisão do TJ-PR barra penalidade de 30 dias aplicada pelo Conselho de Ética da Alep por suposto descumprimento de decoro parlamentar

O desembargador Jorge de Oliveira Vargas, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), determinou na última quarta-feira (13) a suspensão do afastamento de 30 dias imposto pelo Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) ao deputado estadual Renato Freitas (PT).

Punição contra deputado Renato Freitas está suspensa (Foto: Divulgação)

O parlamentar havia sido punido por supostamente facilitar a entrada de manifestantes na casa legislativa durante protestos contra o programa Parceiro da Escola, em junho de 2024. Na ocasião, houve quebra de vidros e arrombamento de portas. Com a punição, Freitas ficaria impedido de discursar em plenário, participar de comissões, relatar projetos e concorrer a cargos na Mesa Diretora.

Na decisão, o desembargador destacou que a penalidade só poderia ser aplicada em caso de reincidência, apontando que não havia fundamento para o afastamento imediato do deputado. A suspensão ainda não havia entrado em vigor, já que o parecer do Conselho de Ética precisava ser lido em plenário, o que estava previsto para 18 de agosto.

Renato Freitas comemorou a decisão e reafirmou apoio a manifestações consideradas legítimas. “Enquanto deputado, eu estava censurado, silenciado, não podia falar. Agora, a partir dessa decisão judicial que afastou essa perseguição absurda, eu tenho certeza que, lá na frente, a gente vai vencer no mérito também. Não aceitamos censura. Cala boca já morreu, aqui é o povo e o povo exige respeito. Quem fala a verdade não merece castigo e continuo apoiando qualquer manifestação dos professores justa e legítima”, afirmou.

A Assembleia Legislativa informou que, até a manhã desta quinta-feira (14), não havia sido notificada da decisão.

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