A nova pesquisa do Instituto Futura, realizada entre 3 e 7 de fevereiro, revela um eleitorado menos dividido e mais cansado. Hoje, 47,4% dizem temer a reeleição de Lula, enquanto 37,3% temem a eleição de Flávio Bolsonaro.

Não é preferência. É rejeição consolidada.
Ambos seguem competitivos, mas limitados. Lula aparece com 35,9%, tecnicamente empatado com Flávio, que registra 37,2%, e carrega uma rejeição de 51,3%.
É um teto evidente para quem ocupa o Planalto.
É nesse desgaste que emerge o dado mais sensível: Ratinho Junior aparece competitivo contra Lula e chega a 45,2% contra 42,1% em um cenário de segundo turno.
Diferentemente de Tarcísio de Freitas — que, com reeleição praticamente assegurada em São Paulo, não disputará a Presidência — Ratinho está politicamente disponível e sem desgaste nacional.
Nos bastidores, a leitura é objetiva: o eleitorado começa a sinalizar que pode aceitar uma alternativa fora da polarização. E quando os dois polos acumulam rejeição elevada, o espaço não fica vazio.
Hoje, esse espaço começa a ser ocupado por Ratinho Junior.





