Ex-presidente e ex-secretária de Estado dos EUA vão depor em comitê legislativo que apura crimes sexuais ligados a Jeffrey Epstein

Bill e Hillary Clinton aceitaram depor em investigação sobre crimes sexuais ligados a Jeffrey Epstein conduzida por comitê legislativo dos EUA.
Bill e Hillary Clinton aceitam depor no caso Epstein
Bill e Hillary Clinton concordaram em depor perante o comitê legislativo da Câmara dos Representantes dos EUA que investiga os crimes sexuais envolvendo o falecido Jeffrey Epstein. O anúncio foi feito pelo chefe de gabinete adjunto do ex-presidente, Angel Ureña, que confirmou a disposição do casal em colaborar com a investigação. O comitê, de maioria republicana, aprovou em janeiro um processo por desacato contra os Clinton, que inicialmente se recusaram a depor.
Contexto da investigação e acusações ao casal
A investigação busca apurar como autoridades conduziram as investigações anteriores relativas aos crimes sexuais de Epstein. O comitê acusa Bill e Hillary Clinton de “desobedecerem intimações judiciais válidas” e de buscar tratamento especial para evitar o depoimento. A postura dos Clinton, segundo o chefe de gabinete adjunto, é pautada na boa-fé e na intenção de estabelecer precedentes legais aplicáveis a todos. Fotos e documentos divulgados revelam que Bill Clinton esteve em situações próximas a Epstein e seus associados, como Ghislaine Maxwell.
Pressões políticas e acusações ao governo Trump
Democratas, incluindo o deputado Robert Garcia, criticam a investigação e alegam que o comitê está sendo utilizado para atacar adversários políticos do presidente Donald Trump, que também teve relações com Epstein no passado. O governo Trump é acusado de tentar bloquear a divulgação dos arquivos relacionados ao caso, tendo publicado apenas uma fração dos documentos exigidos por lei. A pressão do Congresso e da opinião pública resultou na liberação de mais de três milhões de páginas de documentos pelo Departamento de Justiça, incluindo fotos e vídeos capturados pelo próprio Epstein.
Histórico dos crimes e polêmicas envolvendo Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein foi preso inicialmente em 2008 por abuso sexual de uma menor de 14 anos, tendo recebido uma sentença controversa que lhe permitiu regime aberto. Em 2019, foi novamente preso sob acusações de tráfico sexual envolvendo dezenas de meninas, mas morreu em sua cela, com causa oficial registrada como suicídio. Documentos revelados até o momento indicam a participação de diversas personalidades conhecidas em festas organizadas por Epstein, embora nenhuma acusação formal tenha sido feita contra elas.
Implicações legais e repercussões futuras da investigação
O depoimento de Bill e Hillary Clinton pode trazer novas luzes sobre a extensão da rede de contatos de Epstein e possíveis responsabilidades políticas e legais. A investigação sobre o caso Epstein permanece um dos temas mais delicados e complexos da atualidade, com impactos significativos na política americana e na percepção pública sobre a responsabilização de figuras influentes envolvidas em escândalos sexuais.
Fonte: noticias.uol.com.br
Fonte: CNBC/Reprodução de vídeo










