Secretário Eleuses Paiva destaca avanços na oncologia do estado e redução do tempo médio de espera para início do tratamento

Secretário da Saúde de SP afirma que fila estadual de tratamento oncológico não tem espera superior a 60 dias, ressaltando avanços no atendimento.
A situação atual da fila estadual tratamento oncológico em São Paulo
Na entrevista concedida em fevereiro de 2026, o secretário Eleuses Paiva afirmou que a fila estadual tratamento oncológico não registra casos com espera superior a 60 dias. Essa declaração está alinhada à Lei dos 60 dias, que determina o início do tratamento oncológico no SUS em até 60 dias após o diagnóstico confirmado. Paiva destaca que a gestão do governo estadual, liderada por Tarcísio de Freitas, tem implementado estratégias para garantir esse direito, apesar dos desafios históricos enfrentados.
Estratégias adotadas para a reorganização e ampliação do atendimento oncológico
Ao assumir a pasta, o secretário encontrou um cenário crítico com longos períodos de espera, chegando a 50% dos pacientes aguardando mais de oito meses para tratamento. A resposta do governo foi ampliar a oferta de serviços, reorganizar a rede de atendimento regionalmente e utilizar ferramentas de inteligência de dados para monitorar e reduzir os tempos. Entre 2022 e 2025, o número de tratamentos de quimioterapia aumentou em 22,6%, radioterapia em 31% e cirurgias oncológicas tiveram crescimento expressivo, superando 79 mil procedimentos em 2025.
Impactos da regionalização e expansão da capacidade instalada na fila estadual tratamento oncológico
A regionalização do atendimento foi fundamental para identificar vazios assistenciais, como no caso do Vale do Ribeira, que até recentemente não possuía aparelho de radioterapia. A previsão é que em até 90 dias uma unidade entre em funcionamento, ampliando o acesso local. Atualmente, o estado conta com 86 unidades habilitadas em oncologia. Essas ações visam não apenas a redução da fila, mas melhorar a qualidade e a rapidez do atendimento, tornando o sistema mais eficiente e capaz de atender também pacientes de outras regiões, atraídos pela melhoria do serviço.
Desafios e particularidades do sistema de regulação na fila estadual tratamento oncológico
Segundo o secretário, atrasos na fila podem ocorrer em etapas de regulação municipal, que possuem autonomia para gerir seus processos. Dessa forma, pacientes podem acumular tempo de espera antes de entrar na fila estadual. Além disso, mudanças na gestão de hospitais estaduais, como a transição do Hospital Estadual do Ipiranga para administração do Hospital Israelita Albert Einstein, podem ocasionar atrasos temporários. A interação entre diferentes níveis de gestão é um ponto crítico para garantir o cumprimento da Lei dos 60 dias.
Políticas de humanização e incentivos financeiros no tratamento oncológico estadual
Além da ampliação dos serviços, o governo paulista tem incentivado a humanização no tratamento do câncer. No caso do câncer de mama, a secretaria aumentou significativamente o financiamento para procedimentos de reconstrução mamária imediata após mastectomia, com incrementos de até 400% em alguns casos. Essa medida permite que os hospitais recebam até seis vezes mais pelo procedimento integrado, buscando reduzir o impacto emocional e físico do tratamento para as pacientes.
Avaliação do impacto das medidas adotadas na fila estadual tratamento oncológico
Embora o número total de pacientes na fila não tenha diminuído, o secretário enfatiza que o principal indicador é a velocidade do atendimento. O tempo médio entre diagnóstico e início do tratamento caiu de aproximadamente 200 dias para 80 dias, uma redução superior a 60%. Esse avanço mostra que a combinação de regionalização, ampliação da oferta e uso de dados tem gerado resultados positivos na gestão da fila estadual tratamento oncológico, refletindo em melhor acesso e qualidade para os pacientes no sistema público de saúde em São Paulo.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Folhapress










