Uma enquete do Campo Grande News revelou opiniões divididas sobre a experiência de caminhar na capital sul-mato-grossense. Enquanto 60% dos participantes consideram Campo Grande uma cidade agradável para pedestres, 40% discordam, reacendendo o debate sobre segurança e infraestrutura urbana.
O resultado da enquete gerou discussões acaloradas nas redes sociais. A usuária Ilma Vieira, por exemplo, expressou preocupação com a segurança, mencionando um caso recente de violência: “É sim, até estuprado. Tem nóias, tem até reportagem falando que uma moça foi abusada”. A referência é a um crime ocorrido no Jardim Batistão, onde uma jovem foi vítima de violência sexual ao retornar da academia.
Em contrapartida, Jaime Paes adotou um tom mais leve, comparando a experiência de caminhar com o uso do transporte público: “Com certeza. É melhor caminhar do que pegar ônibus”. Essa visão reflete a percepção de alguns sobre as vantagens de se locomover a pé, como a possibilidade de evitar o trânsito e praticar atividade física.
A discussão sobre a caminhabilidade em Campo Grande ganha relevância no momento em que o projeto “Viva Campo Grande II – Requalificação do Microcentro” recebe o Prêmio Cidade Caminhável 2025. A iniciativa, que abrangeu a requalificação de 80 quadras, com melhorias significativas na infraestrutura para pedestres, como calçadas mais largas, rampas de acessibilidade e sinalização aprimorada, busca tornar a região central mais convidativa e segura para quem se desloca a pé.
Apesar do reconhecimento do projeto “Viva Campo Grande II”, o debate online demonstra que ainda há desafios a serem superados para garantir que todos os cidadãos se sintam seguros e confortáveis ao caminhar pela cidade. A enquete e as discussões subsequentes evidenciam a importância de se investir continuamente em segurança pública e infraestrutura urbana para promover uma experiência positiva para todos os pedestres.





