Produção ambientada entre a África fictícia e o Brasil dos anos 1920 traz elenco negro e fábula que reforça autoestima e representatividade

Novela da Globo entre África e Brasil une referências de Pantera Negra e O Rei Leão para contar história de princesa negra nos anos 1920.
Confira a programação de estreia e ambientação da novela “A Nobreza do Amor”
A novela estreia em 16 de março na TV Globo.
As filmagens começaram em dezembro no Rio Grande do Norte, migrando para o forte militar de Niterói em 2026.
Local fictício principal: reino de Batanga, ambientado na África.
Parte da trama se passa em Barro Preto, cidade inventada no Rio Grande do Norte.
O enredo se desenvolve nos anos 1920.
A trama da novela mistura Pantera Negra e o Rei Leão para destacar representação negra
A novela mistura Pantera Negra e o Rei Leão para contar a história da princesa Alika, filha da rainha do reino fictício de Batanga, na África. A produção, ambientada entre a África e o Brasil dos anos 1920, aborda a luta pela coroa e a fuga da rainha e sua filha para o Brasil, onde tentam viver como pessoas comuns. O vilão Jendal, interpretado por Lázaro Ramos, representa o antagonista que busca o poder e a princesa para casamento forçado. A fábula reforça a representação negra e a autoestima, destacando uma nobreza africana pouco explorada na televisão.
Produção e direção enfatizam fábula e diversidade cultural africana
Sob direção de Gustavo Fernández, as gravações em Fortaleza Santa Cruz da Barra, Niterói, utilizam cenários que remetem a palácios imponentes e muralhas de pedra. A figurinista Marie Salles criou trajes com referências de várias culturas africanas, buscando uma estética de fantasia, não uma narrativa histórica tradicional. O diretor e os autores buscaram inspiração em produções como o filme “Pantera Negra” da Marvel, que também mistura realismo fantástico com temáticas africanas, para criar uma fábula original que dialogue com a cultura afro-brasileira.
Elenco e autores reforçam representatividade e impacto social da novela
Com elenco principal formado por atores negros, incluindo Duda Santos, Erika Januza, Welket Bungué e Lázaro Ramos, a novela reforça o debate sobre representatividade na televisão brasileira. Os autores Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr. destacam que a produção busca influenciar a autoestima do país ao mostrar histórias e personagens negros em posições nobres e protagonistas. A inspiração vem tanto de obras internacionais quanto de vivências locais, como o Carnaval em Salvador, evidenciando a importância da ancestralidade e da cultura afro-brasileira.
Estrutura de produção e desafios financeiros fora do Projac
Apesar de não ser produzida no Projac, estúdio da Globo no Rio de Janeiro, a novela investe em cenografia detalhada e locações externas para criar o universo de Batanga e Barro Preto. O uso do forte militar em Niterói como cenário principal oferece uma imponência que combina com a narrativa da corte africana fictícia. Os autores admitem que a produção envolve custos elevados, mas reforçam que o resultado promete inovar na teledramaturgia ao priorizar diversidade e qualidade visual.
Análise da recepção e expectativa para a novela das seis
Espera-se que “A Nobreza do Amor” contribua para ampliar o debate sobre a presença negra nas tramas televisivas, sendo uma produção que une elementos de fantasia, história e cultura. A estreia em março de 2026 marca um momento importante para a TV brasileira, que busca novas formas de contar histórias com relevância social. A combinação entre referências globais e locais cria uma narrativa que dialoga com múltiplos públicos, promovendo representatividade e valorização da identidade afrodescendente no país.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Estevam Avellar/Divulgação










