Trump mantém agenda dura em imigração e economia após um ano no poder

Presidente reafirma políticas nacionais controversas, mas enfrenta desafios em política externa e institucionalidade

Trump mantém agenda dura em imigração e economia após um ano no poder
Donald Trump discursa no Salão Oval da Casa Branca. Foto: AFP

Após um ano no poder, Trump consolida medidas duras em imigração e economia, mas enfrenta dificuldades na política externa.

A consolidação das políticas duras de Trump em imigração e economia

Trump mantém agenda dura em imigração e economia após um ano no poder, reafirmando diretrizes que mobilizam sua base eleitoral. A intensificação das deportações e a tentativa de alterar o direito à cidadania jus soli para filhos de imigrantes ilustram sua estratégia de endurecimento, ainda que enfrentando limitações legais e institucionais. No campo econômico, a ampliação dos cortes de impostos e a manutenção de tarifas elevadas refletem a prioridade ao fortalecimento da indústria nacional, apesar dos impactos controversos em parceiros comerciais.

Impacto das deportações e mudanças na política migratória

As deportações atingiram 2,5 milhões em 2025, segundo o Departamento de Segurança Interna, com aumento expressivo das ações do ICE, que deportou cerca de 600 mil pessoas. A tentativa de revogar a cidadania automática para nascidos nos EUA filhos de imigrantes em situação irregular foi barrada provisoriamente pela Justiça, mas demonstra o esforço do governo em restringir os incentivos à imigração. Essas ações reforçam o nacionalismo na agenda de Trump, mas também suscitam controvérsias judiciais e humanitárias.

Estratégias econômicas entre corte de impostos e guerra comercial

Trump promoveu a aprovação da Big Beautiful Bill, consolidando cortes tributários que beneficiam principalmente os mais ricos e as grandes corporações, enquanto reduz benefícios sociais. Paralelamente, manteve tarifas elevadas sobre importações de diversos países, incluindo o Brasil, embora tenha negociado reduções parciais. A política econômica busca proteger a indústria nacional e promover eficiência governamental, o que resultou em demissões significativas no serviço público federal, numa redução recorde da força de trabalho em décadas.

Dificuldades e retrocessos na política externa

Apesar das promessas de encerrar rapidamente as guerras na Ucrânia e em Gaza, Trump não conseguiu reverter esses conflitos, que persistem com negociações complexas e interesses internacionais conflitantes. Suas ameaças de retomar o controle do Canal do Panamá e adquirir a Groenlândia não avançaram, enfrentando resistência dos governos locais e internacionais. Esses episódios evidenciam a distância entre a retórica e a capacidade pragmática do governo na arena global.

Políticas internas que ampliam a polarização social

Trump cumpriu promessas controversas como o perdão aos invasores do Capitólio e a revogação de políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI), o que fortaleceu o apoio de sua base Maga, mas aprofundou a divisão social. A proibição de mulheres trans em esportes femininos financiados federalmente e o desmonte de órgãos governamentais, como a tentativa de fechar o Departamento de Educação, reforçam o perfil autoritário do mandato e geram disputas judiciais e políticas intensas.

Conclusão: equilíbrio entre avanços simbólicos e limitações práticas

Após um ano, Trump mantém agenda dura que reafirma suas promessas mais simbólicas e mobilizadoras, especialmente em imigração e economia, consolidando apoio entre seus eleitores. Contudo, a política externa e a institucionalidade impõem limitações claras, demonstrando os desafios de traduzir retórica eleitoral em resultados concretos. A polarização política e social permanece intensa, com impactos profundos no tecido democrático e nas relações internacionais dos Estados Unidos.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: AFP