A rodada que prometia alívio para o Paysandu se transformou em pesadelo. Jogando em casa, o Papão foi derrotado por 1 a 0 pelo Vila Nova, com gol de João Vieira, ex-ídolo bicolor. O resultado mantém o time na zona de rebaixamento, em uma noite de quebra de invencibilidade e frustração para a torcida. A próxima chance de recuperação será contra a Chapecoense, fora de casa, no domingo.
Apesar da garra demonstrada, o Paysandu pecou na organização e sucumbiu à ansiedade após o gol sofrido, acumulando erros. A equipe agora precisa urgentemente de uma reação para sair da incômoda penúltima colocação na tabela.
Enquanto isso, o Remo, mesmo com uma campanha sólida na Série B, não consegue empolgar sua torcida. Com 33 pontos e o artilheiro da competição no elenco, o Leão da Amazônia sofre com a cobrança constante por um futebol mais convincente.
Essa pressão, no entanto, pode ser um trunfo. O técnico Antônio Oliveira busca ajustar o time para engatar uma sequência de vitórias e consolidar a posição do Remo na parte de cima da tabela. A torcida promete lotar o Mangueirão no próximo jogo contra o Botafogo, impulsionada pela chance de voltar ao G4.
“O desconforto dos azulinos tem um lado muito positivo. Não dá espaço para ilusões e menor soberba”, avalia a crônica esportiva local, ressaltando a importância da exigência da torcida para manter o time focado.
No lado bicolor, um negócio mal conduzido assombra o clube. A compra de 50% dos direitos do lateral Keffel, por 155 mil euros, gerou uma dívida com o Torreense/Portugal, punindo o Paysandu com o impedimento de registrar novos atletas. A rescisão do contrato com o jogador não resolveu o problema do “Transfer Ban”, que o clube ainda busca solucionar.
Por fim, a rodagem de jovens talentos como Kayky Almeida (Remo) e Thalisson (Paysandu) ilustra a nova era do futebol paraense. Com multas rescisórias milionárias em seus clubes de origem, esses jogadores buscam se desenvolver e projetar no cenário nacional, evidenciando a importância dos clubes locais como vitrines para jovens promessas.
Fonte: http://www.oliberal.com





