Mapeamento balístico amplia análises de armas em investigações no Paraná


Sistema integrado de análise balística contribui para identificar circulação e conexões entre armas usadas em crimes distintos

Mapeamento balístico amplia análises de armas em investigações no Paraná
Equipamentos avançados auxiliam na identificação de armas usadas em diferentes crimes. Foto: Governo do Paraná

O mapeamento balístico da Polícia Científica do Paraná identifica conexões entre armas usadas em crimes diversos, ampliando linhas investigativas.

Como o mapeamento balístico amplia as análises sobre ocorrências com armas no Paraná

O mapeamento balístico amplia significativamente as análises sobre armas de fogo em investigações criminais no Paraná, utilizando tecnologias avançadas para rastrear o percurso de armamentos. Em 12 de janeiro de 2026, a Polícia Científica do Paraná potencializou a identificação de conexões entre diferentes ocorrências por meio do Sistema Nacional de Análise Balística (SINAB) e do Banco Nacional de Perfis Balísticos (BNPB). O perito André Dias Coelho, chefe da Seção de Balística Forense, destaca que armas vinculadas a organizações criminosas frequentemente aparecem em múltiplos crimes, desde posse irregular até homicídios, revelando ligações que antes passavam despercebidas.

Etapas detalhadas do processo de análise balística na Polícia Científica do Paraná

O processo técnico inicia-se com a coleta e preservação rigorosa dos vestígios balísticos, incluindo projéteis e estojos, em embalagens lacradas. Esses materiais são registrados no Sistema Gestor de Documentos e Laudos (GDL) da PCIPR. A etapa subsequente, caracterização balística, identifica calibre e outras especificações relevantes. Após, a comparação balística é realizada com equipamentos especializados que analisam marcas microscópicas deixadas nas munições, sendo essas marcas únicas para cada arma. Tal procedimento possibilita confrontar vestígios de diversas ocorrências, ampliando a eficácia das investigações.

Impacto do mapeamento na elucidação de crimes e conexões interestaduais

A integração das informações permite a construção de mapas de circulação das armas, evidenciando interligações entre crimes por meio de data, local, vítimas e tipo de delito. Além disso, o sistema favorece a identificação de vínculos interestaduais, possibilitando que armas registradas no Paraná sejam associadas a casos em outras unidades federativas. Essa capacidade de cruzar dados colabora para a abertura de novas linhas investigativas mesmo na ausência de testemunhas ou provas visuais, como câmeras, fortalecendo a atuação da Polícia Judiciária.

Reconhecimento pelo desempenho e importância para a segurança pública

Em agosto de 2025, a Polícia Científica do Paraná foi homenageada por alcançar mais de 750 “matchs” – compatibilidades entre projéteis, estojos e padrões de armas apreendidas – desde o início da implantação do SINAB em 2022. Este número representa cerca de 13% das compatibilidades nacionais, colocando o estado como segundo no ranking do País e reforçando sua posição como referência em perícia criminal e inovação tecnológica no setor de ciências forenses.

Perspectivas futuras para o aprimoramento da perícia balística no Paraná e no Brasil

O avanço do mapeamento balístico contribui não apenas para esclarecer casos complexos, mas também para desarticular redes criminosas ao revelar a movimentação e reutilização de armamentos. Com a contínua integração dos bancos de dados e o aprimoramento dos sistemas tecnológicos, a Polícia Científica do Paraná está preparada para ampliar ainda mais sua capacidade investigativa, oferecendo respostas mais rápidas e precisas para a segurança pública e a justiça no país.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

Fonte: Governo do Paraná


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