Enfermeira aposentada dedicou-se à preservação cultural e espiritual até 2025

Regina Maria da Rocha, enfermeira e sacerdotisa, guiou e fortaleceu a tradição jeje-mahi em Cachoeira até 2025, tornando o terreiro local referência nacional.
Sacerdotisa Regina Maria da Rocha foi fundamental para a preservação da tradição jeje-mahi no Recôncavo Baiano, especialmente em Cachoeira, onde conduziu o terreiro Hùnkpámɛ̀ Àyíono Hùntolòji com sabedoria e dedicação. Sua influência espiritual foi sentida por muitos filhos e filhas de santo, que seguiram seus ensinamentos e mantiveram vivos os rituais ancestrais.
A trajetória de Regina Maria da Rocha na cultura e espiritualidade baiana
Nascida em Salvador em 1939, Regina cresceu em contato com o candomblé, influenciada pelo avô e pelas visitas à Cachoeira. Formada em enfermagem pela UFBA em 1966, atuou durante anos em hospitais públicos, o que demonstra sua dedicação à saúde e bem-estar. A busca por orientação espiritual diante dos desafios profissionais a levou a reencontrar suas raízes religiosas, iniciando sua jornada na tradição jeje-mahi sob a tutela de sua tia, Gaiaku Luiza de Oyá.
A fundadora do terreiro Hùnkpámɛ̀ Àyíono Hùntolòji, criado em 1952, foi mentora e inspiração para Regina, que assumiu a liderança após a morte da tia em 2005. Sob sua administração, o terreiro tornou-se referência nacional, com reconhecimento oficial do governo da Bahia como patrimônio cultural imaterial, refletindo sua importância para a identidade regional.
Legado e importância do terreiro no Recôncavo Baiano
A casa religiosa liderada por Regina foi mais que um espaço de fé: funcionou como um centro de resistência cultural, educação espiritual e preservação das tradições jeje-mahi. Em um contexto de valorização do patrimônio imaterial, o terreiro representa um elo vital entre gerações, ampliando a visibilidade da cultura afro-brasileira.
Aspectos marcantes da atuação da sacerdotisa:
Preservação ritualística: Mantinha rigor na condução dos rituais e obrigações, garantindo a autenticidade das práticas ancestrais.
Formação espiritual: Dedicava-se à orientação e acolhimento dos filhos de santo, transmitindo conhecimentos e sabedoria.
Reconhecimento oficial: Contribuiu para o tombamento do terreiro pelo estado da Bahia em 2006 e sua declaração como patrimônio imaterial em 2014.
Legado de liderança: Preparou sucessores para a continuidade do axé, deixando coordenadas espirituais antes de falecer.
Serviço e segurança para visitantes e interessados
Para aqueles que desejam conhecer ou aprofundar-se na cultura jeje-mahi e no terreiro Hùnkpámɛ̀ Àyíono Hùntolòji em Cachoeira, seguem algumas informações importantes:
Localização: Cachoeira, Recôncavo Baiano, Bahia.
Visitas: Recomenda-se contato prévio com a administração do terreiro para agendamento.
Respeito aos rituais: Visitantes devem respeitar as regras e cerimônias locais, preservando o ambiente sagrado.
Segurança: O Recôncavo Baiano é uma região de clima quente e úmido; hidratação e uso de roupas leves são recomendados.
A memória e a liderança de Regina Maria da Rocha permanecem vivas no axé do terreiro, que segue sob comando da dofonitinha Nívea, garantindo a continuidade da tradição e o fortalecimento da identidade cultural no Verão Maior 2026.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Marcelo Yango no Instagram










