Editorial cita idade do presidente, promessas de campanha, economia considerada fraca e falta de sucessor na esquerda; revista aponta Tarcísio de Freitas como alternativa.
A revista The Economist publicou nesta terça-feira (30/12) um editorial afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deveria disputar um novo mandato nas eleições de 2026. Segundo a publicação, a idade do presidente é um fator de risco, ao destacar que candidatos com mais de 80 anos podem representar “riscos elevados” à estabilidade política e institucional do Brasil.

O editorial também lembra que Lula prometeu durante a campanha de 2022 não concorrer a um quarto mandato e aponta que, até o momento, o presidente não demonstrou intenção clara de preparar um sucessor dentro do campo da esquerda.
A revista critica ainda a condução da economia, classificada como “medíocre”, e afirma que o governo permanece “sobrecarregado” pelos escândalos de corrupção associados aos primeiros mandatos de Lula. Para a The Economist, o Brasil “merece opções melhores” e deveria passar por um processo de renovação política.
Nesse contexto, a publicação cita o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como um nome mais jovem e potencialmente capaz de liderar o país. No campo da direita, a revista descreve uma disputa intensa para a sucessão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue com forte apoio popular, especialmente entre evangélicos. Segundo o editorial, Bolsonaro deseja lançar seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, como candidato à Presidência em 2026.










