Pesquisadores relatam avanços significativos após aplicação da substância por ordem judicial

Pacientes com lesão medular completa apresentam retomada de movimentos após tratamento com polilaminina, em fase pré-clínica e aplicada por ordem judicial.
A polilaminina recuperação lesão medular tem gerado esperança em pacientes com lesão medular completa, após relatos de retomada de sensações e movimentos pequenos em dois casos recentes. Embora ainda esteja em fase pré-clínica e aguarde autorização da Anvisa para avançar à etapa clínica, a substância tem sido aplicada por ordens judiciais, resultando em avanços que impressionam a equipe médica e pesquisadores.
Contexto da polilaminina e seus avanços científicos
A polilaminina é uma substância biológica extraída da placenta humana que tem mostrado, em testes científicos, capacidade de reparar a medula espinhal lesionada, possibilitando a recuperação de movimentos em pacientes tetraplégicos e paraplégicos. A pesquisa, liderada pela bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, da UFRJ, conta com autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa para suas fases iniciais, que incluem testes em animais e voluntários.
Até o momento, um caso emblemático envolveu Bruno Drummond de Freitas, que ficou tetraplégico após acidente de trânsito e recuperou movimentos significativos após aplicação da polilaminina e fisioterapia intensiva. Este e outros resultados positivos sustentam o avanço para a fase clínica.
Casos recentes e resultados preliminares
Paciente no Espírito Santo: Luiz Fernando Mozer, após acidente em apresentação de motocross, recebeu polilaminina há menos de 48 horas e já apresenta sensibilidade no toque e contração muscular na coxa e região anal.
Paciente no Rio de Janeiro: Homem de 35 anos com lesão medular completa após queda de moto apresentou leve movimento no pé e sensibilidade parcial nas pernas.
Paciente em Minas Gerais: Mulher de 35 anos, submetida ao procedimento há menos de uma semana, ainda não apresenta sinais de recuperação.
O neurocirurgião Bruno Alexandre Côrtes, que realizou os procedimentos, confirma que os movimentos observados são inéditos para lesões dessa gravidade, comprovando o efeito da polilaminina.
Diretrizes e desafios regulatórios
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não liberou oficialmente a polilaminina para pesquisas clínicas amplas, limitando a aplicação a casos autorizados judicialmente. A agência avalia prioritariamente os dados de segurança apresentados pelo laboratório Cristália para garantir o rigor científico e proteção dos voluntários.
A bióloga Tatiana alerta para os riscos de uso fora de protocolos clínicos estruturados, ressaltando a importância da reabilitação intensiva e monitoramento rigoroso dos efeitos.
Importância da reabilitação no processo de recuperação
Reabilitação intensiva: Fundamental para estimular o retorno neurológico próximo do fisiológico.
Acompanhamento contínuo: Permite documentar e potencializar os efeitos positivos da polilaminina.
Segundo o fisiatra Marcelo Ares, da AACD, os resultados são animadores, mas é preciso comprovar cientificamente a influência da droga diante da possibilidade de regeneração natural ou efeitos de cuidados médicos.
Serviço e perspectivas futuras
Custos: Compartilhados entre voluntários, poder público e laboratório Cristália.
Critérios de aplicação: Pacientes com lesão medular completa e recente (até 72 horas).
Próximos passos: Autorização para fase clínica permitirá ampliar estudos, validar segurança e eficácia, e ampliar o acesso.
Com avanços comprovados e intenso acompanhamento, a polilaminina pode representar um marco na reabilitação de lesões medulares, abrindo caminho para tratamentos que antes eram considerados impossíveis.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Arquivo pessoal










