BC questiona urgência de acareação determinada por Dias Toffoli durante o recesso e afirma que apuração sobre supostas fraudes bilionárias ainda está em fase inicial
O Banco Central solicitou ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclarecimentos sobre o depoimento do diretor de Fiscalização da autarquia, Ailton de Aquino, marcado para esta terça-feira, no âmbito das investigações sobre fraudes no Banco Master. O inquérito apura suspeitas de irregularidades bilionárias, incluindo a emissão de ativos sem lastro e a negociação de créditos considerados fictícios.

A audiência foi determinada pelo STF com o objetivo de confrontar versões relacionadas à tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB) e apurar eventuais falhas na atuação de gestores e de órgãos reguladores. O Banco Central sustenta, porém, que a investigação ainda se encontra em estágio inicial e que nenhum dos envolvidos prestou depoimento individual até o momento.
Segundo estimativas, as fraudes investigadas podem alcançar R$ 12,2 bilhões e resultaram na decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master, ocorrida em novembro de 2025. O Banco Central também questionou a urgência atribuída por Toffoli à realização da acareação durante o recesso do Judiciário, argumentando que não haveria risco iminente que justificasse a medida nesse período.










