Déficit primário do governo supera estimativas em novembro de 2025

Apesar do rombo maior, meta fiscal do ano deve ser cumprida com superávit em dezembro

Déficit primário do governo supera estimativas em novembro de 2025
Imagem ilustrativa de moedas de 1 real. Foto: Bruno Domingos/REUTERS

Governo central registrou déficit primário de R$ 20,172 bilhões em novembro, acima da projeção de R$ 13,5 bilhões, mas prevê superávit em dezembro para cumprir meta fiscal.

O déficit primário do governo central ficou acima das expectativas em novembro de 2025, atingindo R$ 20,172 bilhões, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional. Essa cifra supera em quase 50% a projeção média dos economistas, que indicavam um déficit de R$ 13,5 bilhões para o mês, sinalizando desafios temporários nas contas públicas.

Contexto das contas públicas e impacto no cenário fiscal

O desempenho fiscal de novembro refletiu uma combinação de receitas líquidas menores e despesas em crescimento. As receitas líquidas totalizaram R$ 166,929 bilhões, apresentando uma queda real de 4,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as despesas somaram R$ 187,101 bilhões, com alta real de 4%. Esse desequilíbrio contribuiu para o déficit elevado no penúltimo mês do ano.

No acumulado de 2025, o governo central — que inclui o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central — registrou um déficit total de R$ 83,823 bilhões. Considerando as exclusões de despesas não computadas para a meta fiscal, como precatórios, o saldo negativo ajustado fica em R$ 40,4 bilhões.

A meta oficial para o resultado primário de 2025 é atingir déficit zero, com uma margem de tolerância de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 31 bilhões. Essa meta orienta as políticas fiscais para garantir estabilidade e controle das contas públicas.

Expectativas para dezembro e cumprimento da meta fiscal

Apesar do déficit de novembro, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou em entrevista que o governo espera registrar um superávit de aproximadamente R$ 20 bilhões em dezembro. Esse desempenho positivo será impulsionado principalmente por receitas extraordinárias, como dividendos estimados em cerca de R$ 13 bilhões, que reforçarão o caixa público.

Com esse cenário, a previsão é que o resultado fiscal de 2025 fique “mais próximo do centro do que do piso” da meta estipulada, demonstrando a capacidade do governo em ajustar as contas mesmo diante de variações inesperadas no decorrer do ano.

Aspectos para acompanhar no encerramento do ano fiscal

Receitas extraordinárias: O impacto dos dividendos e outras receitas atípicas será determinante para a reversão do déficit em dezembro.
Controle de despesas: A manutenção do crescimento moderado das despesas será essencial para preservar o equilíbrio fiscal.

  • Projeções econômicas: Variações no PIB e na arrecadação tributária podem influenciar o resultado final e os planos para 2026.

Impactos e perspectivas para a economia brasileira

O resultado fiscal é um indicador importante para a confiança dos investidores e para o ambiente econômico do país. Um déficit maior que o esperado pode gerar cautela nos mercados, enquanto o cumprimento da meta reforça o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal.

Além disso, o fechamento do ano com superávit em dezembro pode contribuir para a melhoria das condições financeiras do Estado e para a sustentabilidade das políticas públicas.

O acompanhamento dos dados finais e das medidas adotadas para 2026 será fundamental para garantir estabilidade e promover o crescimento econômico.

Para mais informações e atualizações sobre o cenário econômico e as finanças públicas, mantenha-se informado por meio dos canais oficiais do Tesouro Nacional e análises especializadas.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Bruno Domingos/REUTERS