O delegado da Polícia Federal, Luiz Flávio Zampronha, prepara um livro que promete radiografar o papel da PF na intrincada teia da segurança pública brasileira. Com experiência na Diretoria de Combate ao Crime Organizado e como oficial de ligação na Europol, em Haia, Zampronha traz uma perspectiva valiosa sobre a atuação das facções criminosas e a instrumentalização da violência urbana no cenário internacional.
Zampronha também é conhecido por ter preservado provas cruciais no caso dos “hackers de Araraquara”, que posteriormente levaram à anulação das condenações do presidente Lula da Silva. “A questão da violência urbana se tornou instrumento de pressão política e ideológica”, destaca o delegado, antecipando um dos temas abordados em seu livro.
Enquanto isso, no Congresso, o deputado federal Renildo Calheiros (PCdoB-PE), tio do ministro dos Transportes, propõe um audacioso projeto de lei para instituir o Programa Nacional de Transporte Público Coletivo de Passageiros com Tarifa Zero. A iniciativa, que visa criar um fundo específico para financiar a gratuidade, enfrenta desafios na articulação com prefeituras, governos estaduais e empresas de ônibus.
No cenário internacional, o novo embaixador do Brasil no Nepal, Claudio Raja Gabaglia Lins, se prepara para assumir o posto em meio a uma grave crise política. O país asiático enfrenta forte instabilidade desde setembro, e o diplomata brasileiro terá a missão de fortalecer as relações bilaterais em um momento delicado, especialmente no setor de exportação de milho, onde o Brasil compete com a Argentina.
Ainda no Brasil, as recentes prisões equivocadas de médicos, como o caso emblemático de Bianca Butterby, reacenderam o debate sobre a necessidade de aprimorar a interpretação do Registro de Qualificação de Especialista por autoridades não-médicas. O Congresso da Associação Brasileira de Médicos com Expertise de Pós-Graduação, realizado em Brasília, busca soluções para evitar novas injustiças.
Por fim, a saga de uma encomenda Sedex extraviada entre Campo Largo (PR) e Muriaé (MG) expõe as dificuldades enfrentadas pelos usuários dos serviços dos Correios. A remetente, após pagar R$ 124 pelo envio, ainda aguarda notícias do objeto, que desapareceu sem deixar rastros. E completando 14 anos, a Coluna Esplanada segue levando os bastidores do poder a jornais e portais de todo o país.










