O Dia Nacional do Samba, celebrado nesta terça-feira (2), é marcado por homenagens e exaltação ao gênero que é patrimônio cultural do Brasil. Nomes consagrados como Neguinho da Beija-Flor, Dudu Nobre, Tiee, o grupo Samba Que Elas Querem e Dudu Pagodinho compartilham o significado da data e suas influências na música. A celebração reverbera por todo o país, unindo gerações em torno do ritmo contagiante e das letras que retratam o cotidiano e a história do povo brasileiro.
Neguinho da Beija-Flor, que se despediu recentemente como intérprete oficial da Beija-Flor de Nilópolis, após 50 anos, relembra emocionado seu último desfile. “Foi um misto de alegria, saudade, orgulho e medo”, declara o sambista, que também destaca a importância da disciplina e união no samba-enredo, valores que devem ser levados para a vida. O cantor lançou recentemente o documentário “Soberano da Avenida” e o álbum “Empretecendo”.
Dudu Nobre, que acaba de lançar o single “Não Quero Esse Tititi”, expressa seu sentimento de pertencimento ao celebrar o Dia Nacional do Samba. “O samba é a minha vida, meu ofício, minha forma de comunicar com o mundo”, afirma o cantor, que reverencia os grandes mestres que o influenciaram, como Beto Sembraço, Almir Guineto e Zeca Pagodinho. A data é um momento de reflexão sobre a importância do samba na cultura brasileira.
Tiee, um dos expoentes da nova geração, ressalta a importância de manter a história do samba viva e em constante renovação. “O samba representa tudo para mim. Aprendi a respeitar o samba como uma voz única da rua, do nosso povo”, diz o artista, que lança nesta terça-feira a performance ao vivo de “Meus Heróis” e se prepara para mais uma edição do projeto “Subúrbio”. Ele enfatiza a necessidade de novos cantores para dar continuidade ao legado do samba.
O Samba Que Elas Querem, grupo formado por oito mulheres, lançará seu primeiro álbum nesta sexta-feira (5), com participação de Leci Brandão. Bárbara Guimarães, integrante do grupo, destaca a importância de reverenciar as pioneiras do samba, como Clementina de Jesus e Dona Ivone Lara. Apesar dos desafios enfrentados por mulheres no meio do samba, o grupo celebra o surgimento de novos grupos formados por mulheres, vislumbrando um futuro mais igualitário para o gênero.
Dudu Pagodinho, filho de Zeca Pagodinho e diretor artístico da Rádio Samba, ressalta o papel da comunicação na preservação da tradição. “A Rádio Samba se consolida como um grande veículo para o ritmo mais popular do Brasil”, afirma. A rádio celebra dois anos nesta terça-feira e anuncia novos conteúdos, como o programa “Samba na Cozinha”, com Xande de Pilares, e um novo episódio do “Raízes do Samba”, apresentado por Didu Nogueira.
Fonte: http://odia.ig.com.br










