Guerra Comercial Impulsiona Negócios de MS com a China: Pequenos Empresários Miram Mercado Asiático

Em meio às tensões comerciais globais, pequenos empresários de Mato Grosso do Sul vislumbram novas oportunidades no mercado chinês. As tarifas impostas pelos Estados Unidos a Brasil e China acenderam o interesse em diversificar as relações comerciais, e o estado sul-mato-grossense se apresenta como um novo polo de negócios.

Leandro Rangel, da Ex Global, empresa que facilita a entrada de empresários sul-mato-grossenses no mercado chinês, confirma o aumento na procura por negociações com o país asiático. “Alguns setores do empresariado brasileiro têm buscado o mercado chinês”, afirma Rangel, citando exemplos como chá-mate, pão de queijo e castanha-do-pará, além de produtos ecológicos inovadores como fibra de bambu e bolsas de lona de caminhão.

Embora a China seja tradicionalmente um grande importador de commodities brasileiras, como soja, minério de ferro e carne, Rangel destaca que há espaço crescente para os pequenos negócios. “A China compra muito do Brasil em commodities […] mas há espaço também para os pequenos nichos exportarem”, enfatiza o empresário, sinalizando um futuro promissor para micro e pequenas empresas locais.

Além das exportações, a importação de produtos chineses também está aquecida em MS. Empresários do estado têm demonstrado interesse em materiais de construção, ferramentas elétricas, eletrônicos, móveis para escritórios e peças para maquinários do agronegócio. Segundo Rangel, “a procura das fábricas chinesas pelo mercado brasileiro aumentou bastante por causa das taxações e da instabilidade nas relações entre China e Estados Unidos”.

Entretanto, o empresário pondera que exportar para a China ainda apresenta desafios, enquanto importar se tornou relativamente mais acessível. Ele observa que muitos empresários optam por viajar à China para negociar diretamente com os fabricantes. Rangel finaliza com otimismo: “O momento entre Brasil e China é muito favorável. Acredito que nunca houve uma perspectiva tão boa para os negócios”. Empresas que antes focavam no mercado americano agora buscam alternativas na China e na América Latina.

Fonte: http://www.campograndenews.com.br