A corrida pela segunda vaga ao Senado por São Paulo em 2026 ganha contornos cada vez mais definidos, com o PL buscando um nome forte para fazer dobradinha com o deputado Guilherme Derrite (PP). O cenário se desenha com a provável ausência de Eduardo Bolsonaro, abrindo espaço para diversos candidatos alinhados à direita.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, defendem a escolha de um nome interno ao partido para a disputa. Enquanto isso, Ricardo Salles (Novo-SP) busca reaproximação com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e tenta consolidar apoio no eleitorado bolsonarista.
Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, aliados de Salles visam reconstruir a aliança com o bolsonarismo. No entanto, para garantir a união, o ex-ministro do Meio Ambiente precisaria do aval da família Bolsonaro, o que ainda não ocorreu. A busca por um candidato forte e com alinhamento ideológico é crucial para o grupo.
Valdemar Costa Neto mencionou quatro nomes do PL como potenciais candidatos: o vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo, o deputado federal Marco Feliciano, o deputado estadual Tomé Abduch e a deputada federal Rosana Valle. As opções demonstram a busca por um perfil que agrade tanto a base conservadora quanto o eleitorado tradicional do partido.
Rosana Valle, presidente do PL Mulher em São Paulo e figura de confiança de Michelle Bolsonaro, surge como um nome forte. “Sei que a decisão de um nome indicado para a disputa ao Senado pelo PL será no tempo certo e em consenso entre o ex-presidente da República Jair Bolsonaro, a presidente nacional do PL Mulher, a ex-primeira dama da República Michelle Bolsonaro, e o presidente do partido, Valdemar Costa Neto”, afirmou a deputada, evidenciando a importância do consenso interno.
Tomé Abduch, militante do movimento Nas Ruas, declarou estar à disposição para a candidatura. “Estou muito à disposição para essa vaga. Há mais de dez anos representando a direita, lutando por princípios e valores. Acredito que a decisão [de quem será o candidato] será do grupo político, é importante para o futuro do Brasil, todos vão ver com responsabilidade”, disse Abduch, demonstrando otimismo e espírito de colaboração.
Enquanto isso, o ex-governador Rodrigo Garcia, atualmente sem partido, também se movimenta nos bastidores, buscando aproximação com lideranças bolsonaristas e com Tarcísio de Freitas. Sua candidatura, no entanto, enfrenta resistência de alas mais radicais do bolsonarismo, que desconfiam de seu perfil.










