Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva detalhou, neste domingo (30), as medidas de isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil, juntamente com o aumento da taxação para as altas rendas. As mudanças, sancionadas na última quarta-feira, entram em vigor a partir de janeiro, marcando o cumprimento de uma promessa de campanha.
Lula destacou que essa iniciativa, combinada com programas como Pé-de-Meia, Luz do Povo e Gás do Povo, visa reduzir a desigualdade no país. “Graças a essas e outras políticas, a desigualdade no Brasil é hoje a menor da história”, afirmou o presidente, ressaltando, no entanto, que o Brasil ainda figura entre as nações mais desiguais do mundo.
A mudança no Imposto de Renda surge como um passo fundamental para alterar essa realidade, segundo Lula. “Queremos que a população brasileira tenha direito à riqueza que produz, com o suor do seu trabalho. Seguiremos firmes combatendo os privilégios de poucos, para defender os direitos e as oportunidades de muitos”, completou.
Para ilustrar o impacto da isenção, Lula apresentou um cálculo exemplificando que uma pessoa com salário de R$ 4.800 poderá economizar cerca de R$ 4 mil por ano. A compensação para os cofres públicos virá da taxação dos super-ricos, cerca de 140 mil contribuintes com renda superior a vinte vezes a média da população, que passarão a ser taxados em 10% sobre a renda.
O governo estima que o dinheiro extra nas mãos dos beneficiados pela isenção injete R$ 28 bilhões na economia. No entanto, a nova lei não promove uma correção geral da tabela do IR, apenas aplica a isenção e descontos para as novas faixas de renda. Quem ganha acima de R$ 7.350 continua sujeito à alíquota de 27,5% do Imposto de Renda.
Para compensar a perda de arrecadação, o governo implementará uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil por mês), cerca de 140 mil contribuintes. Atualmente, contribuintes de alta renda recolhem, em média, uma alíquota efetiva de 2,5% de IR sobre seus rendimentos totais, enquanto trabalhadores em geral pagam, em média, de 9% a 11%.
Fonte: http://agorarn.com.br










