Em uma temporada de contrastes gritantes, o Paysandu Sport Club vivenciou o ápice financeiro de sua história em 2025, mas sucumbiu ao pesadelo do rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro. A ironia da situação reside no fato de que a expressiva arrecadação não se traduziu em resultados positivos dentro de campo, culminando em uma campanha desastrosa na Série B.
A equipe de reportagem de O Liberal apurou que o Papão da Curuzu alcançou a cifra de R$ 39.277.350,17, um salto considerável em relação aos R$ 27.258.521,22 do ano anterior. Esse montante engloba premiações, cotas de participação em torneios e bilheteria. Estima-se que a receita total seja ainda maior, com a inclusão de valores provenientes do programa de sócio-torcedor, venda de títulos e patrocínios, que podem chegar a R$ 15,6 milhões.
Os títulos da Supercopa Grão-Pará e o inédito pentacampeonato da Copa Verde trouxeram alívio e reforço financeiro, assim como a chegada à terceira fase da Copa do Brasil. Entretanto, o desempenho pífio na Série B, com o rebaixamento confirmado com antecedência, manchou a temporada e frustrou a torcida bicolor. “Foi um ano de extremos, com alegrias e decepções em proporções semelhantes”, comentou um analista esportivo.
Quase metade da arrecadação total, precisamente 44,3%, originou-se de premiações e cotas, totalizando R$ 16.755.250. A participação na Série B foi a principal fonte de receita, injetando cerca de R$ 14 milhões nos cofres do clube. A paixão da torcida, que compareceu em massa aos jogos, também contribuiu significativamente, com a venda de ingressos representando 17,62% da arrecadação total.
Para 2026, a perspectiva é de retração financeira, em decorrência do rebaixamento à Série C. A queda de divisão impacta diretamente nas cotas de televisão, patrocínios e na adesão de sócios, exigindo uma reestruturação administrativa e esportiva para que o Paysandu possa se reerguer e trilhar o caminho de volta à Série B o mais breve possível.
Fonte: http://www.oliberal.com










