A concessionária Águas do Rio está investindo R$ 11,4 milhões na Ilha do Governador com o objetivo de tornar as praias da Bica, da Guanabara e da Engenhoca próprias para banho até o final de 2026. A iniciativa segue o modelo bem-sucedido implementado nas praias do Flamengo, Glória e Botafogo, que já apresentaram melhorias significativas na qualidade da água.
O projeto inclui a reforma da Estação de Tratamento de Esgoto da Ilha (Etig) e a instalação de coletores a tempo seco, estruturas que impedem o lançamento direto de esgoto nas praias. Essa intervenção faz parte de um plano maior de recuperação da Baía de Guanabara, com o objetivo de reduzir drasticamente a poluição e revitalizar o ecossistema local.
De acordo com a Águas do Rio, serão instalados cinco pontos de coleta em áreas estratégicas da ilha, como a Praia de São Bento e os bairros Portuguesa, Moneró e Jardim Guanabara. A previsão é que, até junho de 2026, mais de 4,9 milhões de litros de água contaminada deixarão de ser despejados diariamente na Baía de Guanabara, o equivalente a duas piscinas olímpicas.
“As obras serão concluídas no próximo ano e acreditamos que, com a interceptação do esgoto que era lançado no mar, a natureza iniciará um processo gradual de regeneração”, explica Sinval Andrade, diretor institucional da Águas do Rio. “Esperamos observar os primeiros resultados já em 2026. Esse processo evolui progressivamente, como vimos nas praias da Zona Sul e de Paquetá.”
Os resultados preliminares já são animadores. Boletins de balneabilidade do Inea mostram que, entre janeiro e setembro de 2025, um trecho da Praia da Bica foi considerado próprio para banho em 40% das medições, quase o dobro do índice registrado no mesmo período de 2024 (21,4%).
A Águas do Rio também tem intensificado suas ações para combater ligações clandestinas e recuperar a rede de drenagem na Ilha do Governador. Desde 2024, foram desativados 249 pontos irregulares de despejo e realizadas mais de duas mil desobstruções em tubulações comprometidas pela falta de manutenção.
“Ampliar a capacidade da ETE é fundamental porque o volume de esgoto direcionado à unidade já vem aumentando e seguirá crescendo nos próximos anos”, afirma Fábio Dias, diretor executivo da Águas do Rio, responsável pelas obras na região. A concessionária já investiu R$ 5,1 bilhões em quatro anos de operação e planeja aportar R$ 19 bilhões até 2033, com foco na universalização do saneamento no Rio de Janeiro.
Fonte: http://odia.ig.com.br










