O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), reafirmou neste sábado (29) que sua prioridade é a execução integral do plano de governo apresentado durante a campanha de 2022. A declaração foi feita durante a inauguração do novo espaço da Rádio Grande FM, em Dourados. Riedel enfatizou que o plano permanece como um guia constante para sua administração.
Evitando entrar em detalhes sobre a eleição de 2026, apesar de ser visto como um forte candidato à reeleição, Riedel ressaltou a importância de focar no presente. “Ainda há muito trabalho por Mato Grosso do Sul até o último dia de mandato”, declarou. Ele ponderou que as discussões partidárias e prévias eleitorais terão seu momento oportuno, a partir de junho ou julho.
Riedel demonstrou satisfação com o progresso de sua gestão, afirmando que já alcançou mais de 85% das metas estabelecidas no plano de governo. “Governei o tempo todo com meu plano de governo na minha mesa de trabalho, até na cabeceira da cama, e o segui de maneira muito leal”, disse o governador, reiterando seu compromisso com as propostas apresentadas aos eleitores.
Quanto a uma possível candidatura em 2026, Riedel adotou uma postura cautelosa, condicionando sua decisão ao alinhamento interno do PP e à aprovação em prévias. “Ao final, se o partido desejar, se a configuração permitir e se as prévias aprovarem, vamos para a eleição”, explicou. Ele enfatizou que qualquer decisão será tomada com serenidade, humildade e foco no melhor para o estado.
A movimentação partidária de Riedel, que migrou do PSDB para o PP em agosto, acompanhou a formação da federação PP-União Brasil. Esse movimento estratégico, impulsionado pela perda de força do PSDB no cenário nacional, posiciona Riedel em um novo contexto político. Além do PP e União Brasil, o governador conta com o apoio de importantes siglas como PL, PSD e MDB.
O cenário político para 2026 já começa a se desenhar, com o PT, que apoiou Riedel no segundo turno de 2022, articulando uma candidatura própria, possivelmente com o ex-deputado Fábio Trad. No âmbito nacional, a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL) abre espaço para novas lideranças na direita, como os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO). No Senado, Soraya Thronicke (Podemos) e Nelsinho Trad (PSD) devem buscar a reeleição.










