Uma pesquisa recente da Universidade de São Paulo (USP) revelou que os alimentos ultraprocessados já representam quase um quarto da dieta dos brasileiros, um aumento alarmante em comparação com os anos 80. Essa tendência nacional acende um sinal de alerta em Roraima, onde especialistas temem os impactos negativos desses produtos, caracterizados por altos teores de açúcar, sal e gordura, além de aditivos artificiais e baixo valor nutricional.
Em Roraima, a preocupação se intensifica devido ao potencial de substituição de alimentos frescos e tradicionais por opções ultraprocessadas. A nutricionista Talita Nascimento, especialista em obesidade e emagrecimento, destaca que essa mudança alimentar pode levar ao aumento da incidência de doenças crônicas no estado, impactando especialmente comunidades com dietas tradicionais e nutritivas.
“O aumento do consumo de ultraprocessados em Roraima reflete uma tendência nacional e preocupa porque esses produtos geralmente substituem alimentos in natura ou minimamente processados”, afirma Talita Nascimento. A especialista alerta que essa substituição contribui para o aumento de casos de obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares na região.
Os riscos à saúde associados ao consumo excessivo de ultraprocessados vão além do ganho de peso. O excesso de sódio, por exemplo, eleva a pressão arterial e aumenta o risco de doenças cardíacas e AVC. Já o alto teor de açúcares está ligado ao desenvolvimento de diabetes, obesidade e problemas hepáticos. Além disso, as gorduras de baixa qualidade elevam o colesterol e promovem inflamação no organismo.
Diante desse cenário preocupante, Talita Nascimento oferece seis dicas práticas para reduzir o consumo de ultraprocessados e priorizar uma alimentação mais saudável. A especialista enfatiza a importância do planejamento e da organização das refeições, tornando os alimentos frescos a opção mais acessível e rápida no dia a dia.
Fonte: http://www.folhabv.com.br










