Uma homenagem ao professor e especialista em ergonomia que fez história na saúde do trabalhador.

Laerte Idal Sznelwar, referência em medicina do trabalho, faleceu aos 69 anos, deixando um legado notável na ergonomia.
Laerte Idal Sznelwar: um legado na medicina do trabalho
Laerte Idal Sznelwar, que faleceu no último domingo, dia 23, aos 69 anos, é lembrado como um dos principais nomes da medicina do trabalho no Brasil. Formado em 1980 pela Unicamp, Laerte se especializou em ergonomia, buscando melhorar as condições de trabalho dos empregados e preservar sua saúde.
Contribuições para a ergonomia e saúde do trabalhador
Durante sua carreira, Laerte se destacou pela dedicação ao estudo da ergonomia, que visa adaptar tarefas e ambientes às necessidades dos trabalhadores. Ele obteve doutorado e pós-doutorado na França, onde se aprofundou na pesquisa sobre como prevenir lesões e desconfortos no ambiente de trabalho.
Trajetória acadêmica e profissional
Em 1992, Laerte começou sua trajetória na Escola Politécnica da USP, onde contribuiu significativamente para o desenvolvimento de programas de especialização em ergonomia. Sua atuação na Fundacentro e em diversas instituições de saúde reforçou seu compromisso com a melhoria da qualidade de vida no trabalho.
Vida pessoal e legado afetivo
Nascido em 15 de novembro de 1956, Laerte era parte de uma família de imigrantes judeus da Polônia. Ele deixa uma esposa, Márcia, e dois filhos, Marina e André, além de um neto, Benjamim. Sua filha, Marina, destaca a alegria e acolhimento que o pai oferecia a todos ao seu redor.
Últimos anos e falecimento
Nos últimos anos de sua vida, Laerte se dedicou à psicanálise e clínica do trabalho, continuando a impactar a saúde dos trabalhadores até seu falecimento. Seu diagnóstico recente de trombose, resultante de leucemia, culminou em um infarto, levando à sua morte.
Laerte Idal Sznelwar deixa um legado que será lembrado por suas inovações na medicina do trabalho e pelo carinho que dedicou a alunos, amigos e familiares. Sua contribuição à ergonomia e à saúde do trabalhador no Brasil permanece viva nas memórias de todos que trabalharam com ele.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Arquivo pessoal










