Motivação de vingança leva adolescente a criar deepfakes de colegas em SP


Investigação revela que o autor mirou em alvos específicos após se sentir rejeitado em nova escola

Motivação de vingança leva adolescente a criar deepfakes de colegas em SP
Casos de deepfake atingem adolescentes entre 12 e 17 anos em ao menos 10 estados do país. Foto: Vulkanov/Adobe Stock

Adolescente de 14 anos confessou ter feito deepfakes de colegas por vingança após se sentir rejeitado.

Adolescente confessa ter criado deepfakes por vingança

Um caso preocupante de deepfake envolvendo adolescentes no interior de São Paulo trouxe à tona questões sobre a violência digital nas escolas. Um adolescente de apenas 14 anos admitiu à Polícia Civil que produziu e divulgou deepfakes de colegas em um site pornográfico, motivado por vingança após ter se sentido rejeitado por seus antigos colegas de escola.

O que ocorreu com as vítimas

O garoto mirou especificamente em três meninas, mas acabou ampliando os ataques para incluir outras 14 amigas. As imagens, que apresentavam os rostos das vítimas em situações de nudez, foram publicadas em uma plataforma adulta com sede em Luxemburgo. A delegada Fernanda Hetem, responsável pela investigação na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Indaiatuba, revelou que o adolescente queria se vingar das três colegas em particular, mas decidiu incluir outras para não deixar evidente seu foco.

Consequências para o autor do crime

Após a mudança para uma escola estadual devido a problemas financeiros, o jovem se sentiu isolado e acreditava que seus antigos amigos o evitavam. O caso foi registrado em setembro, quando uma das vítimas percebeu sua imagem em um site e procurou a polícia. A mãe da adolescente também acessou a página e confirmou a presença da filha nas montagens, levando à formalização da denúncia.

A investigação policial

A DDM identificou rapidamente o site onde as imagens foram postadas e enviou um ofício à empresa responsável, solicitando informações sobre a conta utilizada para as publicações. Com os dados de IP coletados, a polícia conseguiu identificar dois imóveis em um condomínio onde moravam um menino e uma menina, ambos adolescentes. Mandados de busca e apreensão foram solicitados para ambos os endereços, visando evitar qualquer troca de informações entre os suspeitos.

A confissão e os desdobramentos

Durante a operação, a garota negou qualquer envolvimento, alegando que havia compartilhado sua senha de Wi-Fi com o colega. No entanto, quando a polícia chegou à casa do garoto, ele confessou ao ver a apreensão dos eletrônicos. O celular foi enviado para perícia, e o inquérito foi concluído, aguardando agora decisão do Ministério Público sobre as medidas a serem tomadas.

Medidas socioeducativas previstas

Como o autor possui 14 anos, o caso é tratado como ato infracional, o que significa que não há possibilidade de prisão, mas sim a aplicação de medidas socioeducativas. Entre as opções estão advertências, acompanhamento por equipe técnica e prestação de serviços à comunidade, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente. A delegada ressaltou que não se trata de uma organização criminosa, mas de um ato isolado de vingança.

O impacto da violência digital

Esse caso reflete uma tendência alarmante de violência digital entre adolescentes, com um aumento no número de vítimas de deepfakes sexuais em escolas brasileiras, especialmente em instituições privadas. A ONG Safernet, que monitora esses casos, registrou diversas ocorrências desde 2023, evidenciando a necessidade de um olhar mais atento para a proteção dos jovens na internet. Além disso, a possibilidade de exploração sexual em um site internacional gerou preocupações entre as mães das vítimas, que temiam por suas filhas.

A sociedade enfrenta um desafio crescente com a tecnologia e a necessidade de educar os jovens sobre os impactos das suas ações no ambiente digital.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Vulkanov/Adobe Stock


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