A humilhante derrota por 6 a 0 para o Fluminense no Maracanã deflagrou uma crise sem precedentes no São Paulo, resultando na demissão do diretor de futebol Carlos Belmonte e de mais dois membros da diretoria. A decisão, anunciada nesta sexta-feira, marca uma tentativa de resposta à pressão da torcida e às críticas internas após o vexame no Campeonato Brasileiro.
Além de Belmonte, Nelson Marques Ferreira e Fernando Bracalle Ambrogi também foram desligados do departamento de futebol, conforme comunicado oficial do clube. A nota oficial informa que Rui Costa e Muricy Ramalho permanecem em seus cargos, responsáveis pelo planejamento do futebol até 2026, buscando estabilidade em meio à turbulência.
A relação desgastada entre Carlos Belmonte e o presidente Julio Casares, motivada por divergências políticas e a possível disputa eleitoral em 2026, contribuiu para o cenário de instabilidade. Segundo apuração, conselheiros da oposição já articulam um pedido de impeachment do presidente Casares, alegando gestão temerária, o que agrava ainda mais a crise.
O clima nos bastidores é de tensão, com cobranças públicas de jogadores como o volante Luiz Gustavo, que após a partida contra o Fluminense, declarou: “As pessoas que têm de vir e assumir algumas situações. Nós (jogadores) estamos aqui fora botando a cara”. A declaração expõe o descontentamento do elenco com a gestão do clube.
O São Paulo, atualmente na oitava posição do Brasileirão com 48 pontos e sem chances de classificação para a Libertadores via G-7, busca agora reverter a situação. O próximo desafio é contra o Internacional, na Vila Belmiro, em partida crucial para ambos os times, com o clube gaúcho lutando contra o rebaixamento.
Fonte: http://www.oliberal.com










