A Hemorrede pública brasileira recebeu um importante impulso com a incorporação de mais de 600 novos equipamentos de alta tecnologia, visando ampliar significativamente a capacidade de produção de hemoderivados. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a entrega dos equipamentos no Hemorio, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (28), marcando um investimento de R$ 160 milhões na modernização da rede nacional.
O investimento contempla 125 serviços de captação e processamento de sangue, além dos 600 equipamentos, com destaque para freezers de última geração capazes de atingir temperaturas de -80°C e -30°C, essenciais para o armazenamento de plasma. Segundo o ministro, a iniciativa visa “consolidar a soberania sanitária nacional na produção de medicamentos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS)”.
Padilha ressaltou a importância da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) na superação da dependência de importação de fatores derivados do plasma. Atualmente, a Hemobrás é a maior produtora de hemoderivados da América Latina, fornecendo medicamentos derivados do sangue ou obtidos por engenharia genética para pacientes do SUS.
“Com esse investimento que estamos fazendo hoje, aumenta em 30% a capacidade da Hemorrede brasileira em acondicionar com qualidade esse plasma e poder levar até a Hemobrás”, destacou o ministro. “Lá ele é processado em produtos tecnológicos mais importantes para salvar a vida de tantas pessoas”.
Além da entrega dos equipamentos, o ministro Padilha participou de outras agendas no Rio de Janeiro, incluindo uma reunião sobre a construção de uma fábrica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a produção de vacinas e medicamentos. O projeto, que envolve um investimento de R$ 5 bilhões por meio de parceria público-privada (PPP) com o BNDES, tem o potencial de aumentar em 1% o Produto Interno Bruto (PIB) do estado.
Outro destaque da visita foi o anúncio de que a nova vacina de dose única contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, poderá começar a ser aplicada no início de 2026. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu a avaliação técnica da Butantan-DV, e os estudos apontam para uma redução de 70% nos sintomas e 90% nos casos graves, sem hospitalizações entre os imunizados. A expectativa é que a parceria com a empresa chinesa WuXi Vaccines impulsione a produção, alcançando 35 milhões de doses ainda este ano.
Fonte: http://odia.ig.com.br










