A situação financeira das famílias brasileiras acende um sinal de alerta. Em julho, a inadimplência atingiu 30%, o maior patamar desde setembro de 2023, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) revela um cenário de crescente dificuldade para honrar compromissos financeiros.
O endividamento também se manteve elevado. Em julho, 78,5% das famílias possuíam dívidas, número estável em relação ao mês anterior, mas que exige atenção. A pesquisa considera como dívidas as contas a vencer em diversas modalidades, incluindo cartão de crédito, cheque especial, carnês de loja e empréstimos.
Um dado preocupante é o aumento da parcela de consumidores que declaram não ter condições de quitar suas dívidas. Esse percentual subiu para 12,7% em julho, evidenciando a fragilidade financeira de muitas famílias, especialmente as de baixa renda.
A CNC alerta para o impacto dessa situação nas famílias de renda baixa e média. “O aumento do número de famílias que já não conseguem pagar suas dívidas e a estagnação do endividamento indicam que os brasileiros estão no limite da capacidade de contrair novas dívidas”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros.
Apesar do cenário desafiador, alguns indicadores mostram uma ligeira melhora na percepção do endividamento. A proporção de pessoas que se consideram “muito endividadas” diminuiu, e os prazos de pagamento têm se mantido mais curtos. No entanto, o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, prevê que o endividamento familiar deve encerrar 2025 acima do patamar do ano anterior, impulsionado pela inadimplência.
Fonte: http://odia.ig.com.br





