Filipe Luís, aos 40 anos, está prestes a viver um momento singular em sua carreira, trilhando um caminho já percorrido por um ídolo rubro-negro. Neste sábado, em Lima, o ex-lateral pode se tornar o segundo treinador a conquistar a Libertadores pelo Flamengo após ter atuado como jogador no clube, em um confronto decisivo contra o Palmeiras, às 18h (de Brasília).
O agora técnico defendeu o Flamengo de 2019 a 2023, período em que se aposentou dos gramados. Menos de um ano depois, após passagens pelas categorias de base sub-17 e sub-20, assumiu o comando da equipe principal com a saída de Tite. Filipe Luís já soma mais de um ano à frente do clube carioca, liderando um elenco onde reencontra antigos companheiros.
No elenco atual, Filipe Luís trabalhou diretamente como atleta com nomes como Rossi, Matheus Cunha, Léo Pereira, Guillermo Varela, Ayrton Lucas, Erick Pulgar, Allan, Arrascaeta, Bruno Henrique, Michael, Everton Cebolinha, Luiz Araújo e Pedro. O desafio é transformar essa sinergia em um título continental, repetindo o feito de Paulo César Carpegiani em 1981.
Carpegiani, aos 32 anos, encerrou precocemente sua carreira como jogador devido a uma lesão no joelho, um ano após ser campeão brasileiro pelo Flamengo. Em 1981, consagrou-se como técnico ao liderar o Rubro-Negro em uma temporada histórica, conquistando a Libertadores e o Mundial de Clubes.
“Olha, não teria medo de barrar um ex-companheiro só porque ele é meu amigo. Se é meu amigo, há de compreender. Quem não compreender, é porque não é meu amigo. E, neste caso, aplique-se a lei do profissionalismo”, declarou Carpegiani à revista “Placar” na época, evidenciando a postura que o levou ao sucesso. Filipe Luís, em sua curta trajetória como técnico do Flamengo, já conquistou títulos importantes como a Copa do Brasil, a Supercopa Rei e o Campeonato Carioca. Agora, busca igualar o feito de Carpegiani e dar ao Flamengo o tetracampeonato da Libertadores.
Fonte: http://odia.ig.com.br










