Operação da Polícia Civil mira grupo que ameaçava empresas na Baixada Fluminense

Pastor evangélico é preso sob suspeita de extorquir empresas na Baixada Fluminense.
Pastor extorquir empresários: operação policial revela esquema criminoso
Um homem que se apresentava como pastor evangélico foi um dos alvos de uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra um grupo acusado de extorquir empresas do setor industrial nos arredores da Refinaria Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em nome do Comando Vermelho (CV). A operação, denominada “Refinaria Livre”, resultou na prisão de três pessoas. Segundo informações da polícia, as organizações eram obrigadas a pagar valores mensais ao CV para evitar represálias.
Ameaças e intimidações contra empresários
Os empresários que não cediam às demandas do grupo enfrentavam ameaças de incêndio de caminhões, agressões a funcionários, e interrupções violentas das atividades produtivas. O pastor Cláudio, um dos suspeitos, atuava como mediador dos interesses do tráfico, se apresentando como representante comunitário e prometendo proteção em troca de altos valores. Ele foi identificado como um dos principais intermediadores do grupo criminoso.
A prisão e as investigações
Cláudio já havia sido preso anteriormente em Betim (MG) durante a operação Aves de Rapina, onde foi encontrado com uma pistola, granadas artesanais e dinheiro em espécie. Ele confessou ter levado explosivos de Duque de Caxias para Betim com a intenção de intimidar e interromper serviços em outra refinaria na região metropolitana de Belo Horizonte, alegando que isso faria parte de um “movimento grevista”. As investigações revelaram um esquema complexo de extorsão, onde as empresas eram obrigadas a interromper suas atividades por dias devido às ameaças recebidas.
Infiltração nas empresas e controle de contratação
O grupo criminoso não apenas extorquia dinheiro, mas também se infiltrava nas empresas, usando a intimidação para controlar processos seletivos e a contratação de funcionários. Muitas vezes, eram indicados parentes ou pessoas de confiança dos criminosos, sem a qualificação necessária para os cargos. A polícia apontou que a companheira de Joab, um dos líderes do grupo, estava entre as indicações feitas, embora não tivesse a qualificação técnica exigida.
Repercussão e próximos passos
A operação da Polícia Civil visa desmantelar a rede de extorsão que operava em um setor crucial da economia local. As autoridades continuam a investigar a extensão da atuação do grupo e a identificar mais envolvidos. O UOL está buscando informações sobre a defesa dos acusados, mas até o momento, não foram localizados representantes legais.
A atuação da Polícia Civil reforça a necessidade de medidas eficazes para combater a extorsão e a violência nos setores produtivos, garantindo a segurança dos empresários e a integridade das operações industriais na região.
Fonte: noticias.uol.com.br










