Novas diretrizes visam equilibrar as finanças e limitar endividamento no futebol brasileiro

Fair play financeiro da CBF limita gastos e endividamento dos clubes.
Fair play financeiro: novas regras da CBF para os clubes brasileiros
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, em 26 de setembro de 2025, as diretrizes do fair play financeiro, um conjunto de normas destinadas a equilibrar as contas dos clubes no Brasil. A partir de 2026, essas regras serão implementadas gradualmente e visam limitar os gastos com elenco e o endividamento dos times.
Estrutura do sistema e fiscalização
O modelo brasileiro, chamado Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), se inspira em práticas já aplicadas em ligas de futebol da Inglaterra, França e Espanha. O sistema será fiscalizado por uma nova agência independente, a ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol), que realizará auditorias três vezes por ano, nos dias 31 de março, 31 de julho e 31 de novembro.
Samir Xaud, presidente da CBF, afirmou que o objetivo do fair play financeiro é não apenas uma medida administrativa, mas uma forma de promover justiça e equilíbrio no futebol. Os clubes deverão regularizar dívidas existentes até 30 de novembro de 2026, enquanto novas dívidas a partir de 1º de janeiro de 2026 estarão sujeitas às novas regras.
Limites de gastos e endividamento
De acordo com as novas regras, os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro não poderão ter um déficit superior a R$ 30 milhões ou 2,5% de suas receitas. Já os clubes da Série B terão um limite de R$ 10 milhões ou 2,5% das receitas. Além disso, os custos com o elenco, que incluem salários, encargos, direitos de imagem e amortizações, não poderão ultrapassar 70% da soma das receitas, transferências e aportes.
A transição para os novos padrões será feita em 2026 e 2027, com os resultados de 2025 e 2026 sujeitos a advertências. A partir de 2028, os limites de gastos poderão ser ajustados para 80% para as Séries A e B, com um novo teto de 70% para a Série A e 80% para a Série B a partir do ano seguinte.
Controle de dívidas e capacidade de endividamento
O fair play financeiro também estabelece que a dívida líquida de curto prazo dos clubes não deve ser superior a 45% das receitas relevantes. A transição para essa regra se estenderá até 2027, com um limite de 60% para 2028, 50% para 2029 e o limite definitivo de 45% a partir de 2030.
Conclusão
As novas regras de fair play financeiro implementadas pela CBF têm como objetivo garantir um futuro mais sustentável para o futebol brasileiro, promovendo um ambiente mais equilibrado e justo entre os clubes, ao mesmo tempo em que busca evitar crises financeiras que possam afetar o esporte em todo o país. Com essa iniciativa, a CBF espera não apenas melhorar a saúde financeira dos clubes, mas também elevar o nível competitivo do futebol brasileiro.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Folhapress





