Pesquisa mostra que adolescência se estende até os 30 anos e outras fases importantes do desenvolvimento cerebral

Novo estudo identifica cinco fases do cérebro, estendendo a adolescência até os 30 anos.
Entendendo as fases do cérebro humano
O estudo recente realizado por cientistas da Universidade de Cambridge revela que o cérebro humano passa por cinco fases distintas ao longo da vida, com a adolescência se estendendo até os 30 anos. Essa pesquisa foi baseada em exames cerebrais de cerca de 4.000 pessoas, abrangendo idades até 90 anos, e pode ajudar a entender melhor o risco de transtornos mentais e demência em diferentes idades.
As cinco fases do desenvolvimento cerebral
Os pesquisadores identificaram as seguintes fases do cérebro:
1. Infância: Do nascimento aos 9 anos, esta fase é marcada por um rápido crescimento do cérebro e pela formação de sinapses, embora seu funcionamento possa ser menos eficiente.
2. Adolescência: Dos 9 aos 32 anos, o cérebro experimenta um aumento na eficiência das conexões neuronais, o que caracteriza essa fase como a de maior risco para transtornos mentais.
3. Vida Adulta: Dos 32 aos 66 anos, nesta fase, as mudanças cerebrais tornam-se menos frequentes, mas a eficiência começa a declinar gradualmente.
4. Envelhecimento Inicial: Inicia-se aos 66 anos, com mudanças nos padrões de conexão que indicam um funcionamento cerebral menos integrado.
5. Envelhecimento Avançado: A partir dos 83 anos, esta fase traz mudanças mais acentuadas, mas os detalhes ainda são escassos devido à dificuldade em encontrar cérebros saudáveis para estudo.
Implicações do estudo
A pesquisadora Alexa Mousley enfatiza que o cérebro está constantemente se reconectando e que essas mudanças não seguem um padrão linear, mas sim um ciclo de oscilações e reconexões. Os dados coletados ao longo do tempo revelam a importância de compreender as idades em que essas mudanças ocorrem, refletindo não apenas na saúde mental, mas também nos padrões sociais e comportamentais ao longo da vida.
Conclusão
Os achados deste estudo, publicado na revista Nature Communications, ressaltam a necessidade de mais pesquisas sobre as alterações cerebrais ao longo da vida. A compreensão dessas fases pode ter um impacto significativo em como abordamos a saúde mental e as intervenções necessárias em várias idades, oferecendo uma nova perspectiva sobre o desenvolvimento cerebral humano.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: s via BBC










