Novo desdobramento na Polícia Civil de Santa Catarina após a captura de Giovane Correa Mayer, envolvido em crimes graves.

Polícia Civil reabre caso de estupro de idosa após prisão de homem envolvido em feminicídio.
Reabertura da investigação sobre estupro de idosa em Florianópolis
A Polícia Civil de Santa Catarina reabriu a investigação sobre o estupro de uma idosa de 69 anos, ocorrido em 2022. A decisão foi tomada após a prisão de Giovane Correa Mayer, um jovem de 21 anos, suspeito de ter cometido feminicídio contra Catarina Kasten, aluna da UFSC, na última sexta-feira (21). A ligação entre os casos gerou novos desdobramentos na investigação policial.
Suspeito foi jardineiro da vítima e prestou depoimento
Giovane, que à época do crime contra a idosa tinha apenas 17 anos, trabalhava como jardineiro na residência da vítima. Ele chegou a ser ouvido como testemunha, pois esteve no local do crime no dia em que ocorreu o ataque. A vítima, no entanto, não conseguiu visualizar o rosto do agressor, o que dificultou a elucidação do caso na época.
O boletim de ocorrência foi registrado em janeiro de 2022 e exames de corpo de delito confirmaram a violência sexual, mas o inquérito foi arquivado em julho de 2025 devido à falta de indícios que levassem à identificação do autor.
Novas evidências após prisão de Giovane
A prisão de Giovane, que confessou o assassinato de Catarina Kasten, levou a Polícia Civil a reavaliar o caso da idosa. O suspeito foi identificado em imagens de câmeras de segurança, e a polícia está realizando novas diligências, incluindo a coleta de imagens e a oitiva de familiares do suspeito, para tentar esclarecer os crimes.
“Novas diligências estão sendo feitas, como coletas de imagens que possam pegar o agressor momentos antes do crime e oitivas de familiares do suspeito”, revelou o delegado Pedro Mendes em nota.
A trajetória de Giovane Correa Mayer
Natural de Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre, Giovane se mudou para Santa Catarina em 2019. Após a prisão, ele confessou ter cometido o feminicídio e a violência sexual, além de ter relatado o uso de drogas no momento dos crimes. A polícia aguarda a conclusão de laudos periciais adicionais para integrar ao inquérito sobre o feminicídio.
Contexto do crime
Catarina Kasten, de 31 anos, foi localizada sem vida em uma área de mata, próxima à trilha que levava à sua aula de natação. O companheiro dela notou sua demora e acionou a polícia. A região, menos urbanizada, possui trilhas que facilitam o acesso a áreas isoladas, tornando-as propícias a crimes como este.
A reabertura do caso de estupro da idosa representa um esforço da polícia em buscar justiça para ambas as vítimas. A DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso) assumirá o caso, que agora será tratado com a urgência necessária para elucidar o que realmente aconteceu em 2022.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Divulgação/UFSC










