Parlamentares do Paraná criticam prisão domiciliar de Bolsonaro

Deputados e senador aliados do ex-presidente dizem que medida é abusiva, sem julgamento e ameaça equilíbrio institucional

A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, provocou reações duras entre parlamentares do Paraná. Aliados do ex-presidente no Congresso Nacional classificaram a medida como ilegal, política e uma ameaça à estabilidade das instituições.

Parlamentares paranaenses ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestaram nas redes sociais (Fotos: Divulgação)

O senador Sergio Moro (União Brasil) disse que não há como concordar com a decisão. “A escalada da crise não interessa ao Brasil. Não é possível concordar com a imposição de prisão domiciliar e censura a Bolsonaro que sequer foi julgado”, afirmou.

O deputado Pedro Lupion (Progressistas) também criticou o que chamou de desrespeito ao devido processo legal. “Prisão de Jair Bolsonaro sem julgamento, sem defesa plena, sem justificativa consistente é um desvio grave da legalidade! Mergulha o Brasil em uma crise institucional profunda. Vamos atuar na defesa de todos os cidadãos. A Anistia tem que ser prioridade”, escreveu.

Para o deputado Tião Medeiros (Progressistas), a medida tem motivação política. “A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro é um ato político e não mais jurídico, como deveria. As ilegalidades avançam e assombram a todos. Espero que a justiça se restabeleça. O Brasil não merece se afundar ainda mais nessa crise!”, publicou.

A deputada Luisa Canziani (PSD) defendeu que o caso seja tratado com equilíbrio. “A decisão do STF envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro não pode ser tratada com normalidade. O respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à imparcialidade não são gestos de boa vontade — são exigências constitucionais”, afirmou. Ela acrescentou que “esses direitos não são opcionais, tampouco seletivos”.

O deputado Sargento Fahur (PSD), afirmou que a determinação de prisão domicilar é absurda. “Mais uma decisão arbitrária e absurda, no meu entendimento, do ministro Alexandre de Moraes. Agora Bolsonaro não pode sair em nenhum momento, sem acesso a celulares. Alegação de que ele teria usado redes sociais dos filhos e de apoiadores. Que culpa ele tem de uma postagem de um filho ou um apoiador? Um absurdo“, postou.

Já o deputado Filipe Barros (PL) fez uma crítica direta ao Supremo e cobrou uma resposta do Senado. “Após gigantescas manifestações pela Liberdade em todo Brasil, e no mesmo dia das novas revelações da Vaza Toga, é decretada a prisão do presidente Jair Messias Bolsonaro. Está confirmado ao mundo o que ocorre em nosso País. Os abusos e perseguições contra o maior líder político da história do Brasil ecoam e mancham a imagem da nação. Chega de abuso de autoridade. É hora do Senado reagir”, disse o pré-candidato ao Senado Federal.

Do outro lado, governistas comemoraram a decisão. O julgamento final que vai definir se Bolsonaro é ou não culpado pela tentativa de Golpe de Estado após as eleições de 2022 deve ocorrer em setembro.

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