Roberto Razuk, empresário de 84 anos e ex-deputado estadual, foi preso nesta terça-feira (25) na quarta fase da Operação Successione, deflagrada pelo Gaeco. A operação mira uma organização criminosa atuante na exploração de jogos ilegais. Razuk, figura conhecida no cenário político de Dourados, já havia sido preso em 2002 e 2007, acumulando um histórico de acusações que vão desde fraude bancária até envolvimento com o jogo do bicho.
Com dois mandatos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (1987-1995), Razuk construiu sua trajetória política em Dourados, cidade onde o nome “Razuk” era sinônimo de respeito e influência. Sua atuação estendia-se à fronteira com o Paraguai, onde manteve sociedade em um cassino em Pedro Juan Caballero. Nos anos 80 e início dos 90, era notória a sua ligação com o jogo do bicho em Dourados, com sorteios transmitidos ao vivo em rádios locais.
A operação que resultou na prisão de Razuk cumpriu mandados em diversas cidades e estados, incluindo Campo Grande, Corumbá, Dourados, Maracaju, Ponta Porã, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul. Além de Razuk, seus filhos Jorge e Rafael Razuk também foram presos. Ao todo, foram decretadas 20 prisões e cumpridos 27 mandados de busca e apreensão.
As investigações da Operação Successione apontam para uma organização criminosa armada e violenta, envolvida em roubos e disputas pelo controle do jogo do bicho em Campo Grande. Segundo o Ministério Público, o grupo buscava ocupar o vácuo deixado pela Operação Omertà, que desmantelou o esquema liderado pela família Name. O nome da operação, “Successione”, remete justamente à disputa pela sucessão no jogo ilegal após a Omertà.
Esta não é a primeira vez que Roberto Razuk enfrenta problemas com a justiça. Em 2003, ele foi condenado a 20 anos de prisão por fraudes bancárias e falsificação de documentos, chegando a cumprir pena em regime semiaberto. Em 2007, foi preso na Operação Xeque-Mate, que investigava a exploração ilegal de jogos de azar. Embora tenha sido condenado, as provas foram posteriormente anuladas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul em 2014.










