Hospital Regional de MS Sob Pressão: Denúncia Revela Falta de Insumos Essenciais e Racionamento

Uma denúncia anônima vinda de dentro do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) expõe um cenário preocupante: a suposta falta de insumos básicos, comprometendo o atendimento aos pacientes e a segurança dos profissionais de saúde. A situação, que se arrasta por cerca de três meses, levanta questionamentos sobre a gestão de recursos em meio a obras de manutenção na fachada do prédio.

De acordo com o relato do servidor, que chegou à redação através do canal ‘Direto das Ruas’, itens como luvas, aventais, álcool, esparadrapo, gaze, seringas e agulhas estariam em falta em diversos setores. O enfermeiro destaca a escassez do soro fisiológico de 100 ml, crucial para a diluição de antibióticos, forçando o descarte de grandes volumes do soro de 500 ml, gerando um “desperdício forçado”, conforme suas palavras.

A denúncia detalha ainda um sistema de cotas para materiais como gaze e esparadrapo, com liberações consideradas insuficientes para atender a demanda dos plantões. “Temos cota para pegar gaze. Liberam apenas 50 pacotes para um plantão de 24 horas. De esparadrapo, são só oito unidades para a semana inteira”, exemplifica o servidor, evidenciando o racionamento imposto.

A crise de insumos se agrava com a alegada falta de roupas de cama e a quebra de uma máquina da lavanderia, levando a gestão a solicitar economia no uso de lençóis. A ausência do abocath, cateter fundamental para acesso venoso e administração de medicamentos, também é apontada como um problema crítico que impacta diretamente a assistência aos pacientes.

Em resposta, o Hospital Regional informou, por meio de nota, que os estoques de materiais são reabastecidos conforme a demanda e que há orientação permanente para evitar desperdícios. A instituição esclareceu ainda que a manutenção preventiva em uma das máquinas da lavanderia tem impacto limitado, já que a lavanderia interna responde por apenas 25% da demanda, sendo o restante terceirizado. Sobre a obra na fachada, o HRMS justificou que se trata de contrato separado para manutenção predial, considerando o tempo de uso do prédio.

Fonte: http://www.campograndenews.com.br