Aumento do tarifaço gera preocupações sobre o déficit comercial com os EUA


Vice-presidente Alckmin destaca necessidade de acelerar negociações para mitigar impactos nas exportações

Aumento do tarifaço gera preocupações sobre o déficit comercial com os EUA
Geraldo Alckmin discute medidas para o comércio exterior. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Tarifaço sobre exportações brasileiras aumenta o déficit comercial com os EUA, preocupa autoridades e exige negociações rápidas.

O recente tarifaço sobre as exportações brasileiras está elevando o déficit comercial do Brasil com os Estados Unidos, conforme alertou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Na terça-feira (25), o vice-presidente Geraldo Alckmin, responsável pelo ministério, enfatizou a necessidade de acelerar as negociações comerciais com os EUA, apontando que os números atuais não justificam as tarifas impostas.

A preocupação de Alckmin surge em um contexto onde as exportações brasileiras para os EUA caíram 4% em comparação ao ano anterior. Apesar disso, as importações de produtos americanos tiveram um crescimento significativo, acima de 11%. Segundo Alckmin, dos dez produtos mais exportados pelos EUA para o Brasil, oito têm tarifa zero, o que resulta em uma média de apenas 2,7% de tarifas sobre as importações.

“Eles só têm superávit com três países do G20: Reino Unido, Austrália e Brasil — e isso vem crescendo. Embora tenha caído a nossa exportação para os Estados Unidos, a importação cresceu mais de 11% este ano. Portanto, não há justificativa para estas tarifas”, afirmou Alckmin em evento da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil).

Medidas para apoiar empresas afetadas

Alckmin também expressou preocupação com a demora na votação de propostas legislativas que visam apoiar as empresas prejudicadas pelas tarifas. Ele mencionou um projeto de lei que estabelece um crédito de 3,1% sobre o valor exportado, que aumenta para 6,1% para micro e pequenas empresas. Essa medida, chamada de Reintegra Especial, é válida apenas para 2025 e 2026 e, se não aprovada pelo Congresso, as empresas não poderão se beneficiar.

Além disso, 22% das exportações brasileiras estão sujeitas ao tarifaço, enquanto 27% enfrentam sanções similares impostas a outros países. Alckmin destacou a necessidade de atenção especial para produtos industriais e agropecuários, como mel e pescados, que também permanecem taxados.

Investimentos e parcerias em discussão

O vice-presidente também abordou outros tópicos que estão sendo discutidos com os EUA além das tarifas comerciais. Entre eles, estão investimentos em data centers, big techs e no setor de terras raras. Esses temas sinalizam uma possibilidade de fortalecimento das relações comerciais entre os dois países, apesar das tensões atuais.

Na semana anterior, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que removeu tarifas de 40% sobre alguns produtos agrícolas brasileiros, além de ter suspenso tarifas de 10% sobre as principais exportações do Brasil, como carne e café. Essas medidas são vistas como um passo positivo, mas ainda há um longo caminho a percorrer para estabilizar o comércio entre as nações.

Conclusão

Em suma, o tarifaço imposto sobre as exportações brasileiras está gerando um impacto significativo no déficit comercial do Brasil com os EUA, levando autoridades a buscarem uma solução rápida através de negociações. O vice-presidente Alckmin continua a pressionar por mudanças legislativas que possam beneficiar as empresas nacionais e mitigar os efeitos adversos das tarifas. O futuro das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos dependerá dessas negociações e do comprometimento em resolver as questões pendentes.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Pedro Ladeira/Folhapress


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