Lincoln Gakiya destaca a necessidade de melhor cooperação entre instituições para combater o PCC

Promotor Lincoln Gakiya afirma que a polarização política compromete ações como Carbono Oculto no combate ao PCC.
Polarização política e suas consequências no combate ao crime organizado
Na última terça-feira (25), Lincoln Gakiya, promotor do Ministério Público de São Paulo, levantou preocupações em uma CPI sobre o crime organizado, afirmando que a polarização política do país está prejudicando operações vitais como a Carbono Oculto. Esta operação, que teve início em agosto, visa desmantelar conexões entre o crime organizado, especialmente o PCC, e o mercado financeiro. Gakiya enfatizou que, sem uma melhor colaboração entre instituições, a eficácia dessas ações pode ser severamente comprometida.
A necessidade de integração entre órgãos públicos
Gakiya destacou que a polarização política cria barreiras para a cooperação entre autoridades federais e estaduais. Em suas palavras, “dificilmente teríamos a operação Carbono Oculto hoje” se as forças federais e estaduais continuassem a ser governadas por partidos opostos. Ele ressaltou a urgência de se estabelecer um ambiente onde incentivos à colaboração sejam oferecidos, uma vez que atualmente não existem legislações que promovam essa integração.
Críticas ao PL Antifacção e regulação insuficiente
O promotor também criticou o Projeto de Lei Antifacção, que atualmente está em discussão no Senado. Segundo ele, a falta de uma diferenciação clara entre os membros de organizações criminosas, conforme seu grau de envolvimento, pode resultar em um sistema de justiça excessivamente punitivo, que prejudica a eficácia das investigações. Além disso, Gakiya alertou para a crescente utilização de empresas de apostas digitais pelo crime organizado para fins de lavagem de dinheiro, um tema que, segundo ele, será abordado em investigações futuras.
Desafios no combate ao PCC
Gakiya, que possui ampla experiência na investigação do PCC, reforçou que essa facção é uma das que mais cresce no mundo e que possui uma das mais sofisticadas estruturas de lavagem de dinheiro. Ele concluiu suas declarações afirmando que a polarização política atual não só atrapalha a integração necessária entre as instituições, mas também pode inviabilizar operações que têm se mostrado essenciais na luta contra o crime organizado no Brasil. A luta contra o PCC e a necessidade de uma abordagem mais colaborativa e menos polarizada é mais urgente do que nunca.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Carol Jacob










