Ministra aponta lobbies como entraves ao avanço das propostas do governo

A ministra Simone Tebet criticou o Congresso por não apoiar reformas fiscais essenciais ao governo.
A crítica de Simone Tebet ao Congresso Nacional
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, fez duras críticas ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (24), durante um almoço da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Ela destacou a falta de apoio à proposta de reformas fiscais que visam cortes de gastos e aumento da arrecadação. “O Poder Executivo tentou. Muitas vezes, tivemos lobbies de outros Poderes que impediram que pudéssemos avançar nas reformas fiscais”, afirmou.
Obstáculos nas reformas fiscais
De acordo com a ministra, o Governo Federal enfrenta dificuldades em avançar com propostas que poderiam trazer significativas economias ao país. Entre os projetos mencionados, Tebet destacou a necessidade de revisão da desoneração da folha de pagamento, a inclusão do Fundo Constitucional do Distrito Federal no arcabouço fiscal e a PEC dos super salários. Segundo ela, a nova regra do Fundeb sozinha poderia resultar em uma economia de R$ 15 bilhões.
A importância da parceria com o mercado
Simone Tebet ressaltou que a colaboração entre o governo e os agentes do mercado é crucial para enfrentar esses desafios. “Quando se fala em revisão de gastos, o Congresso também tem dificuldade em avançar. E aqui entram vocês, agentes do mercado. Que vocês possam ser parceiros do Brasil, levando a palavra das senhoras e dos senhores, não só para dentro do Poder Legislativo, mas para o Congresso Nacional”, disse a ministra, apelando à mobilização do setor privado.
A resposta do setor financeiro
O evento da Febraban, onde Tebet fez suas declarações, reuniu diversos líderes do setor financeiro, que ouviram atentamente as preocupações da ministra. A expectativa é que essa interação possa facilitar um diálogo mais produtivo entre o governo e o mercado, essencial para a implementação das reformas que visam fortalecer a economia brasileira.
Conclusão
As declarações de Tebet refletem um sentimento crescente entre as autoridades de que a modernização das finanças públicas é necessária para garantir um futuro econômico estável. A ministra continua a defender a necessidade de uma agenda reformista que enfrente os lobbies e busque um consenso no Congresso para viabilizar as mudanças necessárias.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Folhapress





