O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta um isolamento crescente após novas medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, proferida nesta segunda-feira, 4, intensifica as restrições já em vigor e acende um novo capítulo no imbróglio judicial que envolve o ex-chefe do Executivo. As ações, de caráter indeterminado, visam, segundo o STF, assegurar o cumprimento das determinações anteriores.
Bolsonaro já estava submetido a uma série de restrições desde o mês passado, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de utilizar redes sociais. Adicionalmente, o contato com embaixadas e consulados estrangeiros, assim como visitas de outros investigados, também havia sido vedado. Estas medidas, somadas às novas determinações, configuram um cerco judicial cada vez mais estreito.
A gota d’água para a decisão mais recente foi a utilização das redes sociais pelos filhos de Bolsonaro para divulgar mensagens de agradecimento do ex-presidente a apoiadores. Para Alexandre de Moraes, essa ação representou um descumprimento flagrante das restrições previamente estabelecidas, justificando o endurecimento das medidas cautelares.
As novas restrições impostas ao ex-presidente incluem a proibição de receber visitas sem autorização expressa do STF e o uso de telefones celulares, mesmo que pertencentes a terceiros. Apenas seus advogados e familiares diretos, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a filha do casal, estão autorizados a manter contato com ele, e mesmo as visitas autorizadas estarão sujeitas a rigorosas restrições, como a proibição do uso de celulares, fotos ou gravações.
Além das novas proibições, permanecem em vigor as medidas cautelares anteriores, que incluem a impossibilidade de manter contato com autoridades estrangeiras, a vedação ao uso de redes sociais (diretamente ou por meio de terceiros), a proibição de receber visitas de investigados nas ações penais relacionadas a atos golpistas e a restrição de acesso a embaixadas e consulados estrangeiros. O futuro de Bolsonaro, portanto, permanece incerto sob o peso das decisões judiciais.
Fonte: http://www.folhabv.com.br





