O Tocantins tem testemunhado um notável crescimento no número de Microempreendedores Individuais (MEIs), sinalizando uma forte tendência de formalização no estado. De acordo com dados do Sebrae, houve um aumento impressionante de 157,74% no número de MEIs ativos entre 2015 e 2025, saltando de 32.805 para 84.553. Esse avanço representa mais da metade (54,13%) dos pequenos negócios ativos no estado atualmente, demonstrando o crescente interesse dos tocantinenses em empreender de forma regularizada.
Esse movimento de formalização acompanha um período de queda na taxa de desocupação no Tocantins. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE revelou que a taxa de desemprego no estado diminuiu de 5,3% para 3,8% entre o segundo e o terceiro trimestre de 2025. Notavelmente, o Tocantins e o Rio de Janeiro foram os únicos estados do país a registrar essa queda no período, indicando um mercado de trabalho aquecido e favorável ao empreendedorismo.
Ainda segundo o IBGE, a força de trabalho tocantinense alcançou 829 mil pessoas, com 797 mil ocupadas. Houve também um aumento no número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada, que subiu de 57,8% para 61,5% no mesmo período. Esse crescimento de 6,3 pontos percentuais em relação a 2024 reforça a tendência de formalização e a busca por empregos com garantias trabalhistas.
Entretanto, a informalidade ainda é um desafio significativo no Tocantins, afetando 41,9% dos trabalhadores ocupados. A Agência Brasil aponta que apenas um em cada quatro trabalhadores por conta própria possui CNPJ, evidenciando a necessidade de políticas públicas que incentivem a formalização e ofereçam suporte aos empreendedores. “O crescimento dos MEIs no Tocantins indica um perfil empreendedor mais estratégico, que busca formalização para acessar crédito, emitir notas fiscais e garantir direitos previdenciários, ampliando oportunidades de negócio”, explica Bruno Vila Verde, especialista em empreendedorismo.
A cadeia produtiva dos MEIs no Tocantins é diversificada, com concentração em áreas como Casa e Construção (12,9%), Saúde & Bem Estar (10,3%), Serviços de Alimentação (9,9%), Moda e Confecção (9,7%) e Logística & Transporte (9,5%). Apesar dos avanços notáveis, o desafio persiste em ampliar a formalização dos trabalhadores autônomos e reduzir a informalidade, garantindo melhores condições de trabalho e acesso a direitos básicos para uma parcela significativa da população tocantinense.
Fonte: http://soudepalmas.com.br





