Dólar inicia semana em leve queda após prisão de Bolsonaro

A moeda norte-americana recua enquanto analistas monitoram as repercussões políticas e econômicas do evento.

Dólar inicia semana em leve queda após prisão de Bolsonaro
Dólar em leve queda após eventos políticos. Foto: Folhapress

O dólar abre em leve queda nesta segunda-feira após a prisão de Jair Bolsonaro no último sábado.

O dólar abriu em leve queda nesta segunda-feira (24), cotado a R$5,3896, após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro no último sábado (22). A prisão, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, tem gerado repercussões significativas no mercado financeiro, enquanto investidores monitoram a situação política e econômica do Brasil.

No cenário internacional, há um aumento nas apostas de que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, possa reduzir as taxas de juros em sua próxima reunião, programada para dezembro. Essa expectativa tem influenciado o comportamento da moeda, que recua em relação a outras divisas. Na última sexta-feira (21), o dólar fechou em alta de 1,19%, cotado a R$5,401, enquanto a Bolsa apresentou queda de 0,39%, refletindo a aversão ao risco dos investidores.

Às 9h09, os investidores esperavam declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que participará de um evento da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) ainda nesta tarde. O mercado está atento à repercussão política após a prisão de Bolsonaro, que estava em regime domiciliar desde agosto e foi levado pela Polícia Federal após a violação de sua tornozeleira eletrônica.

A Primeira Turma do STF deve avaliar a legalidade da prisão de Bolsonaro, que foi criticada por seus advogados, que alegam que a ação se baseou em uma “vigília de orações”. No entanto, a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, registrada pela Polícia Federal, é um ponto central da justificativa da prisão.

Repercussões nos mercados

O contexto político brasileiro e as expectativas em relação à política monetária dos EUA têm gerado movimentos significativos nos mercados. O dólar teve uma valorização de 1,98% na última semana, enquanto a Bolsa registrou recuo de 1,9%. O aumento de apostas na manutenção da taxa de juros pelo Fed também impacta as decisões dos investidores, especialmente em relação a ativos de maior risco.

Dados recentes dos EUA, que mostraram a criação de 119 mil postos de trabalho em setembro, contrabalançam as expectativas de cortes nas taxas de juros, levando a um aumento de cautela entre os operadores. O mercado de trabalho americano continua forte, o que gera preocupações sobre uma possível pressão inflacionária.

Expectativas futuras

Os analistas estão atentos não apenas à situação política no Brasil, mas também às expectativas sobre a política monetária americana. A ata da última reunião do Fed, que foi divulgada recentemente, indicou que alguns membros da instituição estão a favor da redução das taxas, enquanto outros permanecem cautelosos em relação à inflação.

Com a retirada de tarifas sobre produtos brasileiros por parte dos EUA, a expectativa é que isso possa trazer algum alívio aos mercados, mas a reação inicial foi limitada, uma vez que as empresas brasileiras não apresentam peso significativo no índice Bovespa.

Portanto, o cenário continua incerto, com o dólar reagindo tanto a fatores internos quanto externos. À medida que os eventos se desenrolam, a atenção dos investidores deve permanecer voltada para as decisões políticas e econômicas que moldarão o futuro imediato do mercado.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Folhapress