Em um sábado ensolarado, um programa de televisão sobre o cajueiro de Parnamirim despertou memórias adormecidas, transportando o autor a uma infância e adolescência felizes, moldadas em meio ao desenvolvimento da região. Parnamirim, outrora uma vila próxima a Natal, floresceu com a instalação da Base Aérea Norte-americana, um marco na preparação para a Segunda Guerra Mundial. A experiência de testemunhar esse crescimento em um período histórico tão complexo deixou marcas indeléveis.
Sentado à mesa, o autor reviveu momentos preciosos, enriquecidos pela presença dos norte-americanos, que, sem intenção, ensinaram-lhe a viver intensamente. Lembranças da Escola de Base, construída após a partida dos militares, emergem com nitidez. “Você não imagina o que seria se eu tivesse, hoje, condição de visitar…”, reflete, lamentando a distância dos tempos áureos.
O autor expressa o desejo de revisitar três municípios que marcaram sua juventude: Parnamirim, Pendências e Macaíba. Em Macaíba, recorda as festas de fim de semana promovidas por um vizinho, embaladas pela canção peculiar de um frequentador assíduo: “Segunda-feira eu vou pra feira…”, um retrato da simplicidade que reside na memória afetiva.
Ao longo de sua jornada pelo Rio Grande do Norte, o autor acumulou histórias em cada cidade que habitou. Lembra com carinho do compositor “Sargento Dodô” e de sua música inspirada na “Praia de Ponta Negra”, um refúgio de sua juventude. Concluindo, o autor se declara um homem feliz, convite à reflexão sobre a importância de valorizar as memórias e experiências que moldam nossa identidade.
Fonte: http://www.folhabv.com.br










