Ana Toni expressa alívio por alcançar acordos importantes durante a conferência em Belém

A diretora da COP30, Ana Toni, revelou temores sobre a falta de consenso entre os países, mas comemorou os acordos alcançados em Belém.
Em um vídeo publicado em rede social, a diretora-executiva da COP30, Ana Toni, revelou que a organização da conferência temia não conseguir alcançar um consenso entre as nações participantes. A conferência, realizada em Belém, foi marcada por debates intensos e a necessidade de aprovações unânimes para que os acordos fossem formalizados. “O mais importante é que a gente superou um medo que a gente tinha muito grande, que era não conseguir consenso, e a gente conseguiu. Isso me deixa muito feliz”, declarou Toni.
A importância do consenso em negociações climáticas
As decisões nas Conferências das Partes (COPs) dependem da aprovação de todos os países presentes. Uma única nação pode travar negociações, o que torna o consenso um desafio crucial. Ana Toni destacou que, apesar das dificuldades geopolíticas, a COP30 conseguiu aprovar 29 documentos que abordam temas essenciais como adaptação, transição justa e gênero. “Uma das dúvidas que a gente tinha nessa geopolítica toda é se a gente ia conseguir consenso para algum documento. E a gente acabou conseguindo consenso em muitos documentos”, afirmou.
Legados da COP30 para o futuro
O evento também foi marcado pela entrega de legados significativos para a adaptação às mudanças climáticas, especialmente voltados para povos indígenas e comunidades tradicionais. “Fica o legado do multilateralismo climático fortalecido, fica esse momento marcado pela agenda de adaptação entrando no topo”, disse Toni, ressaltando a diversidade e a riqueza cultural presentes na Amazônia.
Apesar dos desafios, como um incêndio no pavilhão principal que paralisou as negociações em um determinado momento, a conferência foi considerada um sucesso em várias frentes. A ONU, durante a primeira semana do evento, enviou uma carta apontando problemas de infraestrutura e segurança, que foram posteriormente abordados pela organização.
A resistência contra combustíveis fósseis
Outro ponto crítico durante as negociações foi a resistência de países produtores e consumidores de petróleo a um mapa do caminho para o fim dos combustíveis fósseis, idealizado pela ministra Marina Silva. Toni comentou que, no final, o documento resultante não fez menção explícita aos combustíveis fósseis, mas o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, se comprometeu a desenvolver um roteiro por conta própria, sem acordos vinculantes.
A conferência em Belém, embora marcada por desafios, deixou um legado positivo e reafirmou a importância do multilateralismo no combate às mudanças climáticas. Ana Toni expressou satisfação pelo resultado e pela possibilidade de diálogo entre as nações, destacando que, apesar das dificuldades, a conferência teve um “tempero diferenciado” que refletiu a cultura local e a diversidade dos povos que habitam a região amazônica.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Governo Federal










