Iniciativa visa orientar sobre o uso de expressões racistas em documentos oficiais

AGU adota glossário antirracista para evitar expressões racistas em documentos oficiais.
AGU adota glossário antirracista em documentos oficiais
A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou a implementação de um glossário antirracista, cujo objetivo é orientar seus servidores sobre o uso de expressões que historicamente perpetuam preconceitos. Esta iniciativa, parte de um movimento mais amplo de conscientização, foi formalizada através de uma portaria publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (21).
Entendendo a iniciativa do glossário
O glossário busca esclarecer a origem de termos como “denegrir” e “lista negra”, explicando por que esses vocábulos podem ser ofensivos e como eles reforçam estigmas raciais. Ao proporcionar essa educação linguística, a AGU visa prevenir o uso inadvertido de linguagem que possa perpetuar discriminações em documentos oficiais.
Alinhamento às práticas antirracistas
A adoção deste glossário reflete um esforço mais amplo para alinhar a comunicação institucional a práticas antirracistas. Essa atitude não apenas promove uma linguagem mais inclusiva, mas também fortalece políticas de enfrentamento às desigualdades raciais existentes na sociedade brasileira. A AGU, ao implementar essa medida, se posiciona como uma entidade comprometida com a promoção dos direitos humanos e a igualdade racial.
Importância da educação linguística
A escolha de um glossário didático é um passo importante para a conscientização dentro da administração pública. A educação sobre a linguagem que utilizamos pode ter um impacto significativo na maneira como percebemos e tratamos as questões raciais. Ao evitar expressões que possam ser consideradas ofensivas, a AGU não apenas melhora a qualidade da comunicação, mas também contribui para um ambiente institucional mais respeitoso.
O papel da AGU na sociedade
Como uma das principais instituições jurídicas do país, a AGU tem o poder de influenciar a linguagem e as práticas adotadas por outros órgãos governamentais. Ao liderar pelo exemplo, a Advocacia-Geral da União pode inspirar outras instituições a adotarem abordagens semelhantes, promovendo uma mudança cultural mais ampla em relação à linguagem e ao racismo.
Conclusão
A implementação do glossário antirracista pela AGU é um passo significativo na luta contra o racismo institucional. Ao educar seus servidores sobre a linguagem utilizada, a AGU não só combate preconceitos, mas também contribui para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Fonte: redir.folha.com.br
Fonte: Mônica Bergamo










